Estudo indica que retirada de 50 foguetes velhos pode cortar riscos de lixo espacial em 50%

Date:

Sydney (Austrália) – Remover apenas 50 equipamentos obsoletos que orbitam a Terra seria suficiente para reduzir pela metade o perigo de colisões causadas por lixo espacial, aponta pesquisa liderada pelo engenheiro aeroespacial Darren McKnight, da Universidade do Colorado (EUA). A conclusão foi apresentada na sexta-feira, 10 de outubro, durante o Congresso Internacional de Astronáutica.

Segundo o levantamento, mais de 130 milhões de fragmentos com diâmetro superior a 1 milímetro circulam pelo planeta. Desse total, os 50 objetos mais críticos são majoritariamente foguetes deixados à deriva após o término das missões.

Quem são os principais culpados

Na lista elaborada pelos cientistas, aparecem:

  • 34 estágios de foguetes lançados pela Rússia (incluindo o período soviético);
  • 10 da China;
  • 3 dos Estados Unidos;
  • 2 da Europa;
  • 1 do Japão.

Dadas as dimensões e a órbita desses cascos, qualquer colisão com pequenos fragmentos tende a gerar uma reação em cadeia, multiplicando de forma exponencial a quantidade de detritos na chamada órbita baixa da Terra. O estudo calcula que a remoção dos 50 piores casos cortaria em 50% o risco de impactos. Caso apenas os 10 maiores fossem retirados, a probabilidade de novos choques encolheria cerca de 30%.

Céu cada vez mais cheio

A pesquisa lembra que até o fim desta década cerca de 100 mil espaçonaves poderão circundar o planeta, impulsionadas sobretudo pela megaconstelação de satélites Starlink, da SpaceX. Ao mesmo tempo, a massa de lixo espacial que reentra na atmosfera deve ultrapassar 3.300 toneladas por ano.

Impactos ambientais no horizonte

Grande parte dos foguetes atuais utiliza combustíveis fósseis, liberando fuligem que absorve calor nas camadas altas da atmosfera. Já a queima de satélites produz óxidos de alumínio. Ambas as substâncias podem alterar o equilíbrio térmico, afetar a camada de ozônio e enfraquecer o campo magnético terrestre. Quanto mais alto esses poluentes permanecem, mais tempo ficam em suspensão e maior é o potencial de danos, ressaltam os especialistas.

Os autores sustentam que a adoção de missões de remoção direcionada dos 50 objetos mais perigosos seria um passo rápido e eficaz para mitigar o problema do lixo espacial.

Com informações de WizyThec

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar postagem:

Popular

Relacionados

Projetor portátil BYINTEK U4 entra em promoção na Amazon com resolução Full HD e Android integrado

O projetor portátil BYINTEK U4 está com preço promocional...

Banco de dados expõe 149 milhões de senhas de Gmail, Instagram e gov.br

Um banco de dados sem qualquer proteção revelou 149...

Lua entra em fase Nova nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Lua apresenta-se em fase Nova nesta quinta-feira (22),...

Receita Federal oferece iPhone 15 a partir de R$ 1,3 mil em leilão online

A Receita Federal vai leiloar 289 lotes de produtos...