Relógios em Marte adiantam 477 milionésimos de segundo por dia, aponta NIST

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Físicos do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) calcularam, com alta precisão, a discrepância na passagem do tempo entre Marte e a Terra. O estudo, assinado por Neil Ashby e Bijunath Patla, foi publicado na segunda-feira (1º) no periódico The Astronomical Journal.

Usando modelos matemáticos baseados na relatividade geral de Albert Einstein, a dupla considerou fatores como gravidade marciana, órbita elíptica do planeta e a influência combinada do Sol, da Terra e da Lua. As contas indicam que cada segundo em Marte transcorre ligeiramente mais rápido do que um segundo terrestre.

Quanto mais rápido?

Em média, um dia marciano — que dura cerca de 24 horas e 40 minutos — adianta 477 milionésimos de segundo em relação aos relógios terrestres. Dependendo da posição de Marte na órbita, esse valor pode variar até 226 milionésimos de segundo.

Por que isso acontece?

A gravidade em Marte é aproximadamente cinco vezes mais fraca que a da Terra. Somado a isso, sua órbita não é perfeitamente circular: o planeta acelera quando está mais próximo do Sol e desacelera quando se afasta. Esses dois fatores, previstos pela relatividade de Einstein, provocam a chamada dilatação do tempo.

Impacto para futuras missões

Embora a diferença seja minúscula, ela pode afetar futuras redes de comunicação e navegação que venham a operar no Planeta Vermelho. Sistemas que exigem sincronização de alta precisão, como aqueles usados em telecomunicações e posicionamento — equivalentes ao GPS terrestre —, precisarão levar em conta o descompasso entre os relógios dos dois planetas.

O mesmo grupo já havia comparado a passagem do tempo na Lua, concluindo que ali os relógios adiantam 56 milionésimos de segundo por dia. “Assim como o GPS depende de ajustes relativísticos na Terra, as futuras redes em Marte terão de considerar esses efeitos”, destacou Ashby.

Para Patla, estudar o fenômeno agora é essencial: “Estamos mais perto do que nunca de tornar realidade a exploração de todo o Sistema Solar. Conhecer como o tempo se comporta fora da Terra é passo fundamental para garantir comunicações confiáveis e seguras para astronautas e equipamentos”.

Com informações de WizyThec

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