Um estudo divulgado na quarta-feira (3) pelo Future of Life Institute (FLI) conclui que Anthropic, Meta, OpenAI e xAI estão distantes de cumprir as normas internacionais emergentes de segurança em Inteligência Artificial. Segundo o documento, nenhuma das companhias apresentou estratégia eficaz para manter o controle de sistemas avançados que buscam níveis de superinteligência.
O relatório chega em meio ao aumento da preocupação pública com possíveis impactos sociais da IA. Casos recentes em que chatbots teriam influenciado usuários a cometer autoagressão e suicídio reforçaram a sensação de urgência por salvaguardas mais robustas.
Em declaração à Reuters, o presidente do FLI e professor do MIT, Max Tegmark, comparou a situação à de restaurantes, afirmando que esses estabelecimentos são mais regulados do que as empresas de IA, que ainda fazem lobby contra regras obrigatórias de segurança.
O documento também ecoa o apelo de cientistas renomados, como Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, que em outubro solicitaram a interrupção de investimentos agressivos em IA superinteligente até a criação de marcos regulatórios adequados.
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Procurada pela Reuters, a Google DeepMind declarou que continuará investindo em segurança e governança à medida que suas tecnologias avançam. Já a xAI respondeu com uma mensagem automática que classificou críticas da mídia como “mentiras”. Anthropic, Meta e OpenAI não comentaram imediatamente.
Com informações de WizyThec

