A antologia “Monstro” (Monster), criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, tornou-se uma das produções mais comentadas da Netflix ao recontar crimes reais sob perspectiva social e psicológica. Depois de abordar Jeffrey Dahmer, os irmãos Menéndez e Ed Gein, a série tem a quarta temporada confirmada, desta vez centrada em Lizzie Borden.
Primeira protagonista feminina
Borden, nascida em 1860 em Fall River (EUA), foi acusada de assassinar o pai e a madrasta a machadadas em 1892. Apesar das evidências circunstanciais, o júri a absolveu em 1893, e o caso segue como um dos maiores mistérios criminais norte-americanos. Na nova temporada, ela será interpretada por Ella Beatty, marcando a primeira vez que a antologia terá uma mulher no papel principal.
Em entrevista à Variety, Ryan Murphy adiantou que o próximo ciclo abordará “mulheres rotuladas como monstros”, incluindo nomes históricos como Elizabeth Báthory e Aileen Wuornos. O objetivo, segundo o criador, é investigar a linha tênue entre culpa, percepção pública e gênero, sem glorificar a violência.
Crimes que a série deve evitar
Mantendo a estratégia de analisar o impacto social dos assassinatos — e não apenas o choque —, Murphy e Brennan já descartaram retratar figuras como Ted Bundy, John Wayne Gacy ou o Golden State Killer, por considerarem essas tramas centradas exclusivamente na violência.
Teorias de fãs: possíveis assassinos
Nas redes, espectadores especulam sobre quais casos poderiam entrar em temporadas futuras:
- Albert Henry DeSalvo (O Estrangulador de Boston) – 13 vítimas no início dos anos 1960.
- Gary Ridgway (O Estrangulador do Green River) – dezenas de assassinatos nas décadas de 1980 e 1990.
- Gerard Schaefer – policial que usava a farda para atrair jovens antes de matá-las.
Possível expansão internacional
Até o momento, todos os episódios se concentraram em crimes norte-americanos. No entanto, casos de outros países poderiam renovar o formato, mostrando como diferentes sociedades lidam com a violência. Exemplos lembrados pelos fãs incluem:
Imagem: Netflix reprodução
- Andrei Chikatilo (Rússia) – mais de 50 vítimas entre 1970 e 1990.
- Pedro Alonso López (Colômbia, Equador e Peru) – cerca de 300 assassinatos de meninas nas décadas de 1970 e 1980.
- Harold Shipman (Reino Unido) – médico que matou mais de 250 pacientes; preso em 1998.
- Jack Unterweger (Áustria) – responsável por pelo menos 11 mortes.
- Charles Sobhraj (França/Índia/Nepal) – libertado em 2022, foi apelidado de “O Serpente”.
- Tsutomu Miyazaki (Japão) – executado em 2008 por matar quatro meninas.
- Gilles de Rais (França, século XV) – considerado um dos primeiros assassinos em série documentados.
Casos brasileiros lembrados pelo público
Caso a Netflix decida por uma versão nacional, alguns crimes marcantes do país são apontados como material potencial:
- Pedro Rodrigues Filho (Pedrinho Matador) – condenado por 71 homicídios; morto em 2023.
- Suzane von Richthofen – condenada em 2002 pelo assassinato dos pais.
- Francisco de Assis Rocha (Maníaco do Parque) – ataques a mulheres nos anos 1990.
- João Acácio Pereira da Costa (Bandido da Luz Vermelha) – série de assassinatos e roubos durante décadas.
- Marcelo Costa de Andrade (Vampiro de Niterói) – 14 crianças mortas entre 1980 e 1991.
Episódios múltiplos em uma mesma temporada
Outra possibilidade discutida por fãs é adotar uma estrutura com mais de um caso por temporada, em arcos de dois ou três episódios. Esse formato permitiria abordar crimes menores ou menos conhecidos, diversificando a narrativa sem prolongar histórias que não exigem tantos capítulos.
Por enquanto, a Netflix não divulgou a previsão de estreia da temporada sobre Lizzie Borden, nem confirmou oficialmente se a antologia cruzará fronteiras geográficas ou testará novos formatos. A recepção do próximo ciclo deverá influenciar os rumos futuros da produção.
Com informações de WizyThec

