O Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta para 2025 cerca de 39.550 novos casos de câncer de cabeça e pescoço no país. Além do tratamento oncológico, muitos pacientes enfrentam a perda de partes do rosto, o que compromete funções básicas e a autoestima.
Para atender essa demanda, o Instituto Mais Identidade, organização sem fins lucrativos sediada em São Paulo, desenvolve e distribui próteses faciais sem custo para quem passou por cirurgias na região ou possui deficiências congênitas. As peças são elaboradas com o auxílio de impressoras 3D, tecnologia que reduz o valor final — próteses convencionais podem chegar a R$ 50 mil — e agiliza a entrega.
Como funciona a produção
O processo começa com fotografias do rosto do paciente captadas por câmeras de smartphones. As imagens são convertidas em modelos tridimensionais, permitindo o planejamento virtual da área a ser reconstruída. Em seguida, um molde em resina é impresso em 3D e testado para ajustes finos. Após a aprovação, a versão definitiva é confeccionada manualmente em silicone, recebendo coloração e detalhes que reproduzem a pele e demais características individuais.
Formas de fixação
Segundo o cirurgião bucomaxilofacial e diretor do instituto, Luciano Dib, a prótese pode ser aderida de duas maneiras. A primeira utiliza adesivos dermatologicamente compatíveis; a segunda recorre a magnetos, exigindo a implantação de pinos de titânio na face. A opção depende do estado da estrutura óssea após a remoção do tumor.
Imagem: Ebrahim Lotfi
Com a tecnologia de impressão 3D, o período de espera caiu de meses para semanas — em alguns casos, para poucos dias — proporcionando reabilitação estética e funcional mais rápida aos pacientes.
Com informações de WizyThec

