Um grupo de pesquisadores do Brasil foi selecionado pelo programa internacional Global Grand Challenges Gr-ADI (Gram-Negative Antibiotic Discovery Innovator) para desenvolver novos antibióticos capazes de enfrentar bactérias resistentes, em especial a Klebsiella pneumoniae, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como patógeno de prioridade crítica.
Quem participa
Integram o projeto Marisa Fabiana Nicolás, Isabella Alvim Guedes e Laurent Emmanuel Dardenne, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), além da infectologista Ana Cristina Gales, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). O trabalho foi detalhado em artigo publicado no portal The Conversation.
Por que o estudo é urgente
Segundo estimativas globais, infecções causadas por microrganismos resistentes estão associadas a cerca de 4,95 milhões de mortes anuais. Projeções indicam que o número pode ultrapassar 8 milhões até 2050, caso não surjam terapias eficazes.
Etapas do projeto
O cronograma começa em dezembro de 2025 e está dividido em quatro fases:
1) definição de alvos terapêuticos; 2) validação funcional e genética; 3) identificação de compostos ativos; 4) comprovação experimental da eficácia das substâncias selecionadas.
Tecnologia a serviço da saúde
Para acelerar a descoberta, o grupo usará inteligência artificial, modelagem molecular, bioinformática e triagem virtual. O processamento será realizado no supercomputador Santos Dumont (SDumont), instalado no LNCC e considerado o mais potente da América Latina dedicado à pesquisa científica.
Imagem: wildpixel
Um dos pilares do estudo é um modelo de IA generativa criado no próprio LNCC. A ferramenta segue uma abordagem multiobjetivo capaz de sugerir moléculas inéditas com potencial de inibir os alvos moleculares definidos e será acompanhada de testes laboratoriais ao longo do desenvolvimento.
As Fundações Gates, Wellcome e Novo Nordisk financiam a iniciativa, que busca ampliar o arsenal terapêutico contra infecções hoje difíceis de tratar.
Com informações de WizyThec

