Os golpes praticados por meio do Pix custaram, em média, R$ 2,54 mil às vítimas no primeiro semestre de 2025, valor 21% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado consta da terceira edição da pesquisa “Golpes Com Pix”, elaborada pela Silverguard a partir de 12.197 denúncias recebidas pela Central SOS Golpe.
Perdas maiores entre classes de maior renda
Entre consumidores das classes A e B, cuja renda mensal supera R$ 9 mil, a perda média saltou de R$ 6,3 mil para R$ 10,5 mil, avanço de 70%. Na classe C, o valor passou de R$ 3,5 mil para R$ 4,3 mil, enquanto nas classes D e E permaneceu em aproximadamente R$ 1,5 mil.
Faixa etária influencia valor perdido
A pesquisa indica que quanto maior a idade, maior o prejuízo. Pessoas entre 18 e 24 anos perderam em média R$ 1.050 por ocorrência; o montante sobe para R$ 1.930 entre 25 e 29 anos, alcança R$ 3.210 na faixa de 50 a 59 anos e chega a R$ 4.820 para quem tem 60 anos ou mais.
Golpes miram cada vez mais empresas
Os casos envolvendo contas corporativas já representam 65% das denúncias, ante 42% em 2024. Segundo Marcia Netto, CEO da Silverguard, o crime digital se consolidou como “grande indústria”, com operações estruturadas para roubar valores maiores de pessoas jurídicas.
Mecanismo de devolução cresce
O Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central em 2021, recebeu 7,75 milhões de solicitações entre janeiro e junho de 2025 – alta de 60% em um ano. Desde 2022, o número de pedidos de ressarcimento vem subindo de forma contínua.
Principais modalidades de fraude
Os cinco tipos de golpes mais frequentes foram:
Imagem: divulgação
1. Compra de produtos ou contratação de serviços (42,9%)
2. Ofertas de emprego ou renda extra (12,5%)
3. Propostas de investimento ou apostas (12,2%)
4. Promessa de empréstimo, indenização ou benefício (7,9%)
5. Sorteios ou brindes gratuitos (7,6%)
Outros formatos somaram 16,9% das ocorrências.
Com informações de WizyThec

