O plasma, conhecido como o quarto estado da matéria, corresponde a mais de 99% da matéria visível no Universo, segundo o Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Presente no Sol, em estrelas distantes e em descargas elétricas na Terra, o fenômeno é essencial para compreender desde tempestades solares até tecnologias industriais.
O que é plasma
Quando um gás recebe energia extrema — por calor ou descarga elétrica — seus átomos perdem elétrons. Esse processo, chamado ionização, transforma o gás em uma combinação de íons positivos e elétrons livres, gerando uma substância altamente condutora de eletricidade e sensível a campos magnéticos: o plasma.
Presença natural
No planeta, o plasma surge em fenômenos como:
• Raios: a descarga converte instantaneamente o ar em plasma, produzindo o clarão característico.
• Auroras Boreais e Austrais: ocorrem quando partículas do vento solar colidem com gases da alta atmosfera.
• Erupções vulcânicas: atrito e descargas elétricas em nuvens de cinzas podem gerar plasma.
Aplicações artificiais
Embora exija muita energia, o plasma é produzido em equipamentos cotidianos:
• Lâmpadas fluorescentes: utilizam gás ionizado para emitir luz.
• Televisores de plasma: populares em décadas passadas, baseavam-se em minúsculas células de gás ionizado.
• Tochas de plasma: empregadas para cortar metais com precisão na indústria.
Energia nuclear de fusão
Usinas nucleares de fissão não utilizam plasma, mas projetos de fusão, como o ITER na França, dependem dele. Nos reatores experimentais tipo Tokamak, o objetivo é aquecer gás de hidrogênio a centenas de milhões de graus Celsius, convertê-lo em plasma e confiná-lo com campos magnéticos para induzir fusão, reproduzindo o processo que ocorre no interior do Sol.
Imagem: NASA
Plasma no espaço
O Sol é uma imensa esfera de plasma. Entre seus fenômenos estão:
• Vento solar: fluxo constante de prótons e elétrons que se espalha pelo Sistema Solar.
• Erupções e flares: explosões magnéticas que lançam grandes massas de plasma ao espaço.
• Chuva coronal: arcos magnéticos elevam plasma, que esfria e retorna à superfície.
Observações de 2025, registradas por Lee e colaboradores, mostraram jatos duplos de plasma sendo expelidos de uma estrela recém-formada. Em Júpiter, dados da sonda Juno revelaram novas ondas de plasma nas regiões polares, ajudando a explicar suas auroras intensas.
Do interior das nebulosas ao aparente vazio entre planetas, o plasma constitui o cenário predominante do cosmos, embora na superfície terrestre se manifeste apenas em condições de energia extrema.
Com informações de WizyThec

