Petrobras pede ao Ibama autorização para perfurar mais três poços na Foz do Amazonas

Date:

Brasília – A Petrobras solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a ampliação da licença obtida em 20 de outubro para incluir a perfuração de mais três poços marítimos na bacia da Foz do Amazonas. O pedido foi encaminhado no dia seguinte à emissão da autorização, segundo reportagem da DW.

A licença original abrange somente o poço FZA-M-59. A estatal afirma, porém, que os poços adicionais estavam previstos desde o início do processo de licenciamento ambiental e propôs ajustes no texto do documento para contemplar áreas próximas ao FZA-M-59.

Licença questionada

Fontes do Ibama ouvidas pela DW disseram que a análise técnica feita pelo órgão considerou exclusivamente os impactos do FZA-M-59, sem avaliar as demais perfurações. Nem o Ibama nem a Petrobras se manifestaram até o momento sobre o pedido de extensão.

Nesta semana, oito organizações e redes de movimentos ambientalistas, indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais ingressaram com ação na Justiça Federal do Pará contra o Ibama, a Petrobras e a União. O grupo pede a anulação do licenciamento e uma liminar para suspender imediatamente as atividades de perfuração, alegando risco de danos irreversíveis ao meio ambiente.

“Às vésperas da COP30, é lamentável que o governo brasileiro tenha autorizado a abertura de nova fronteira de exploração de petróleo na região Amazônica”, declarou Angela Barbarulo, gerente jurídica do Greenpeace Brasil, ao justificar a ação judicial.

Pontos contestados

A petição enumera supostos vícios na licença, entre eles:

  • Ausência dos Estudos de Componente Indígena e Quilombola, sem consulta livre, prévia e informada às populações tradicionais;
  • Falhas na modelagem de vazamento de óleo e no plano de emergência, baseados em dados de 2013, com possibilidade de atingir o Grande Sistema Recifal Amazônico;
  • Desconsideração dos impactos climáticos de uma expansão da produção de petróleo na Amazônia.

Defesa dos envolvidos

Ao conceder a licença, o Ibama informou que o processo incluiu Estudo de Impacto Ambiental (EIA), audiências públicas, reuniões técnicas setoriais e vistorias de campo que envolveram mais de 400 profissionais. A Petrobras, por sua vez, garantiu que operará na Margem Equatorial “com segurança, responsabilidade e qualidade técnica”.

Perspectiva de expansão

O bloco FZA-M-59 é o primeiro de uma série prevista para a bacia da Foz do Amazonas. Há outros oito blocos em fase de licenciamento e 19 arrematados no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado em junho: dez ficaram com a ExxonMobil em parceria com a Petrobras e nove com a Chevron, com participação minoritária da chinesa CNPC.

Segundo estimativa publicada pelo jornal O Globo, caso a exploração avance, o Brasil pode superar a marca de cinco milhões de barris diários de petróleo até 2030 e se tornar o quarto maior produtor mundial, atrás de Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia.

A sonda de perfuração NS-42, que está no local, deverá realizar pesquisas exploratórias pelos próximos cinco meses.

Com informações de WizyThec

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar postagem:

Popular

Relacionados

Projetor portátil BYINTEK U4 entra em promoção na Amazon com resolução Full HD e Android integrado

O projetor portátil BYINTEK U4 está com preço promocional...

Banco de dados expõe 149 milhões de senhas de Gmail, Instagram e gov.br

Um banco de dados sem qualquer proteção revelou 149...

Lua entra em fase Nova nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Lua apresenta-se em fase Nova nesta quinta-feira (22),...

Receita Federal oferece iPhone 15 a partir de R$ 1,3 mil em leilão online

A Receita Federal vai leiloar 289 lotes de produtos...