Viver submerso não impede que os peixes precisem equilibrar a quantidade de água no corpo. De acordo com especialistas, todas as espécies sentem sede, mas a forma de saciá-la varia conforme o ambiente — rios, lagos ou oceanos.
Homeostase garante o equilíbrio interno
Assim como outros vertebrados, os peixes dependem da homeostase para manter estáveis fatores como temperatura, pH, glicose e concentração de sais. O processo de osmose, que regula a passagem de água pelas células, é fundamental nesse controle constante.
Água salgada: sede permanente
No mar, a concentração de sódio ao redor é muito maior do que no sangue dos peixes. “É como um barco com vazamentos”, compara o biólogo marinho Tim Grabowski, da Universidade do Havaí. A água deixa o corpo dos animais o tempo todo, fazendo com que eles bebam o líquido ao redor quase continuamente.
Para lidar com o excesso de sal ingerido, esses peixes desenvolveram células de cloreto nas brânquias, que funcionam como bombas para expulsar o sódio. Como resultado, urinam com pouca frequência.
Água doce: problema inverso
Em rios e lagos, a situação se inverte. A baixa salinidade faz com que a água entre no organismo dos peixes como num “efeito esponja”. Essas espécies quase não bebem — ingerem líquido apenas por acidente ao se alimentar — e precisam eliminar o excesso por meio de urina constante.
Imagem: Makhh
Ao longo da evolução, peixes de água doce criaram mecanismos para concentrar sais internamente, garantindo níveis adequados de minerais sem perder o controle do volume de água.
Em qualquer ambiente, a sensação de sede existe e serve como gatilho para manter o balanço hídrico essencial à sobrevivência dos peixes.
Com informações de WizyThec

