Pesquisadores da Northwestern University registraram, pela primeira vez, a formação de gás oxigênio em regiões abissais do Oceano Pacífico onde a luz solar não penetra. A conclusão foi obtida após análise de nódulos polimetálicos espalhados pelo leito marinho.
Como ocorre a geração de oxigênio
Os nódulos são pequenas formações ricas em manganês, níquel, cobalto e outros metais valiosos. Medições na superfície desses minerais apontaram tensões elétricas de até 1,5 volt. Essa carga funciona como uma “bateria natural” capaz de quebrar as moléculas de água, separando-as em hidrogênio e oxigênio — processo conhecido como eletrólise geológica.
Diferenças para o oxigênio produzido na superfície
Enquanto o oxigênio atmosférico convencional é gerado por fotossíntese, dependente da luz solar, o chamado “oxigênio sombrio” tem origem exclusivamente na energia elétrica liberada pelos minerais. O mecanismo dispensa organismos vivos e ocorre em completa escuridão, a grandes profundidades.
Impactos científicos e ambientais
A descoberta sugere que fontes não biológicas podem ter fornecido oxigênio para formas de vida aeróbicas muito antes do surgimento de organismos fotossintetizantes. Além disso, levanta alerta sobre a mineração submarina: a retirada dos nódulos para uso comercial pode eliminar um importante processo de oxigenação dos ecossistemas profundos.
Imagem: inteligência artificial
O estudo reforça a necessidade de avaliar cuidadosamente a exploração de recursos no fundo do mar, sob risco de afetar a dinâmica química que sustenta a vida em ambientes extremos.
Com informações de WizyThec

