A OpenAI confirmou que não guardará mais a maior parte das conversas que os usuários excluírem no ChatGPT. A mudança ocorre logo após a revogação de uma decisão judicial norte-americana que obrigava a empresa a manter esses registros, segundo informou o site ArsTechnica.
A disputa começou quando veículos de imprensa, liderados pelo The New York Times, processaram a OpenAI sob a alegação de que o histórico das interações poderia facilitar a violação de paywalls e o uso indevido de conteúdo protegido por direitos autorais.
O que muda
Com a nova determinação, a OpenAI poderá interromper o salvamento automático de diálogos que os próprios usuários marcarem para exclusão. No entanto, permanece a obrigação de reter:
- conversas geradas antes de 26 de setembro de 2025;
- interações consideradas relevantes pelas partes envolvidas no processo judicial.
Decisão judicial
A ordem foi emitida pela juíza norte-americana Ona Wang na quinta-feira, 9 de outubro de 2025. Apesar do relaxamento, a magistrada manteve a exigência de que a empresa monitore e preserve dados associados a domínios identificados pelos veículos de comunicação como possíveis fontes de uso indevido.
Interesses em conflito
Durante o processo, a OpenAI defendeu a confidencialidade dos dados dos usuários, enquanto as organizações jornalísticas buscaram acesso aos logs para checar possíveis infrações de direitos autorais ou disseminação de informações falsas atribuídas ao conteúdo dos jornais.
Imagem: TY Lim
Além da pressão da imprensa, a empresa enfrenta preocupação crescente de seguradoras, que passaram a restringir a cobertura de eventuais prejuízos financeiros decorrentes de litígios. A combinação de fatores expõe a OpenAI ao risco de despesas significativas e mantém a possibilidade de um acordo extrajudicial em aberto.
Com informações de WizyThec

