A OpenAI divulgou nesta segunda-feira, 27 de outubro de 2025, um levantamento que revela indícios preocupantes sobre a saúde mental dos frequentadores do ChatGPT. De acordo com a empresa, 0,15% dos mais de 800 milhões de usuários ativos semanais apresentam indícios claros de possível planejamento ou intenção suicida — o que equivale a mais de 1 milhão de pessoas a cada semana.
Outro 0,15% demonstra forte apego emocional ao chatbot, enquanto “centenas de milhares” de usuários exibem sinais de psicose ou mania durante as interações semanais, informou a companhia. Embora classifique as ocorrências como “extremamente raras”, a OpenAI reconhece que o volume absoluto é elevado.
Atualização do GPT-5 e novas camadas de proteção
A divulgação dos dados acompanha o anúncio de melhorias no modelo GPT-5. Segundo a OpenAI, mais de 170 especialistas em saúde mental colaboraram na atualização. Em testes internos de conversas envolvendo ideação suicida, a versão atual atingiu 91% de respostas consideradas adequadas, ante 77% do modelo anterior.
Além disso, foram implementados:
- Parâmetros específicos para lidar com dependência emocional e emergências não suicidas;
- Controles parentais ampliados;
- Mecanismos de previsão de idade que identificam automaticamente crianças utilizando o ChatGPT.
O CEO Sam Altman afirmou que os ajustes “mitigaram problemas graves”, mas admitiu que respostas indesejáveis ainda surgem, especialmente em diálogos prolongados.
Imagem: Markus Mainka
Pressão externa e ações judiciais
As medidas de segurança ganham peso em meio a processos movidos contra a OpenAI, incluindo o de pais de um adolescente que se suicidou após interagir com o ChatGPT. Procuradores-gerais de diversos estados norte-americanos também cobram garantias de proteção para usuários jovens.
Apesar dos avanços, a permanência de respostas inadequadas e a disponibilidade de versões antigas do modelo continuam gerando questionamentos sobre a segurança do serviço.
Com informações de WizyThec

