A OpenAI interrompeu a geração de vídeos deepfake com a imagem de Martin Luther King Jr. em seu aplicativo de inteligência artificial Sora 2. A medida foi anunciada após um pedido formal do espólio do líder dos direitos civis, que se mostrou indignado com conteúdos considerados desrespeitosos.
O episódio ganhou visibilidade quando clipes produzidos pela plataforma circularam nas redes sociais exibindo versões adulteradas do discurso “Eu Tenho um Sonho” e cenas fictícias em que King discutia com Malcolm X. Segundo o Washington Post, um dos vídeos chegou a incluir sons racistas simulados, gerando forte reação pública.
Em nota, a OpenAI afirmou que passou a bloquear qualquer tentativa de criar material com a figura histórica como forma de “reforçar a proteção de personagens públicos”. A empresa destacou que está em diálogo com representantes de personalidades e detentores de direitos para estabelecer novos controles no Sora 2 e evitar uso indevido da tecnologia.
Bernice A. King, filha do ativista, fez um apelo nas redes sociais para que a imagem de seu pai deixe de ser utilizada em montagens falsas. O pedido se soma a outros casos recentes envolvendo familiares de figuras famosas, como Zelda Williams, que criticou deepfakes do ator Robin Williams.
Imagem: For Everything
Apesar da restrição envolvendo Martin Luther King Jr., o Sora 2 continua permitindo a produção de deepfakes de outras figuras históricas, entre elas John F. Kennedy, Rainha Elizabeth II e Stephen Hawking, mantendo aceso o debate sobre ética, desinformação e liberdade artística na era da inteligência artificial.
Com informações de WizyThec

