A OpenAI informou nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, que removeu várias contas do ChatGPT por suspeita de vínculo com entidades governamentais da China. Segundo relatório de ameaças divulgado pela companhia, usuários solicitaram instruções sobre como monitorar conversas em redes sociais, prática proibida pelas políticas internas de segurança.
O documento detalha que alguns perfis, mantidos em língua chinesa, também buscavam apoio do chatbot para campanhas de phishing, elaboração de malwares e automação de tarefas no assistente de IA chinês DeepSeek. Além disso, contas atribuídas a grupos russos teriam recorrido ao ChatGPT para desenvolver códigos maliciosos, o que levou a empresa a estender os bloqueios.
A OpenAI afirma não ter encontrado evidências de que o sistema tenha fornecido as informações solicitadas pelos usuários suspeitos. A companhia passou a publicar relatórios de segurança em fevereiro de 2024, em meio à preocupação com o uso indevido de inteligência artificial na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Até o momento, a embaixada chinesa em Washington não comentou o caso.
Em paralelo à divulgação do relatório, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou que o ChatGPT alcançou 800 milhões de usuários ativos por semana. O número representa avanço em relação aos 700 milhões registrados em agosto e aos 500 milhões contabilizados em março, evidenciando a rápida adoção da plataforma por consumidores, empresas, desenvolvedores e governos.
Imagem: Markus Mainka
Com informações de WizyThec

