Oito clichês que dominam as comédias românticas no cinema

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São Paulo, 14 dez. 2025 – Da mesma forma que outros gêneros, a comédia romântica costuma recorrer a fórmulas já aprovadas pelo público. Confira abaixo oito lugares-comuns que aparecem repetidamente nesse tipo de produção, acompanhados de exemplos famosos.

1. Rivalidade inicial

Protagonistas que começam se detestando acabam, aos poucos, descobrindo afinidade e atração. A fórmula está em títulos como Aconteceu Naquela Noite (1934), A Loja da Esquina (1940), Mensagem para Você (1998), 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999), Um Salto para a Felicidade (1987) e Todos Menos Você (2023).

2. Namoro de fachada

Dois personagens fingem ser casal por conveniência – para agradar parentes, ganhar benefícios ou melhorar a imagem – e acabam envolvidos de verdade. O artifício está em Namorada de Aluguel (1987), Muito Bem Acompanhada (2005), A Proposta (2009) e Todos Menos Você (2023).

3. Amor versus carreira

Quando a trama opõe vida profissional e relacionamento, o coração quase sempre vence. Renúncias a empregos ou promoções aparecem, por exemplo, em O Diabo Veste Prada (2006).

4. Corrida final pelo amor

Perto do desfecho, um personagem parte e o outro corre atrás para impedir a separação – muitas vezes no aeroporto. O momento decisivo marca Afinado no Amor (1998), Como Perder um Homem em 10 Dias (2003) e Simplesmente Amor (2003).

5. Falso disfarce ou identidade

Um dos envolvidos esconde quem realmente é; quando a verdade surge, segue-se afastamento e reconciliação. O recurso pode ser visto em Enquanto Você Dormia (1995), Tootsie (1982), Nunca Fui Beijada (1999), Encontro de Amor (2002), Ela é o Cara (2006) e Um Salto para a Felicidade (1987).

6. A pessoa certa estava perto

O protagonista procura o par ideal sem perceber que ele (ou ela) sempre esteve ao lado – geralmente um amigo próximo. Exemplos incluem As Patricinhas de Beverly Hills (1995), Entrega a Domicílio (1998) e Um Adolescente em Apuros (1997).

7. Proximidade forçada

Condições externas obrigam os personagens a conviver – viagem, trabalho ou confinamento – e a convivência gera romance. O clichê aparece em Amor à Segunda Vista (2002), Aconteceu Naquela Noite (1934) e Casa Comigo? (2010).

8. Melhor amigo(a) como alívio cômico

O sidekick espirituoso oferece conselhos e comentários sarcásticos enquanto apoia o casal principal. Produções como O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997) e Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) utilizam essa figura.

Mesmo reciclados, esses oito artifícios continuam frequentes nas telas e contribuem para o apelo popular das comédias românticas.

Com informações de WizyThec

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