Conhecida pelos nomes “cocaína rosa”, “pink cocaine”, “tusi”, “tucibi” ou “tuci”, a droga que ganhou destaque internacional em 2024 após aparecer no exame toxicológico parcial do cantor Liam Payne é, na prática, uma mistura de substâncias sintéticas e raramente contém cocaína pura.
Composição variável
Relatos de órgãos de saúde apontam que o pó rosa costuma reunir MDMA (ecstasy), cetamina e compostos da família 2C-B. Traficantes ainda acrescentam corantes alimentícios e essências, como aroma de morango, para tornar o produto mais atrativo. Como não existe fórmula fixa, a quantidade de cada componente varia em cada lote.
Popularização recente
A visibilidade aumentou em 2024, quando o laudo preliminar que investigava a morte de Liam Payne, após queda de um hotel em Buenos Aires, identificou a presença da substância. Desde então, autoridades internacionais voltaram a alertar para os riscos do consumo.
Efeitos e perigos
Diferente da cocaína tradicional — droga extraída das folhas de Erythroxylum coca, que atua como estimulante e bloqueia a enzima monoamina oxidase —, a versão rosa combina efeitos estimulantes, psicodélicos e sedativos. Somar MDMA, cetamina e compostos 2C-B eleva a chance de sobrecarga no sistema cardiovascular e respiratório, segundo a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), a Latin American Program on Drug Policy (LAPPA) e a Rehabs UK.
Entre as reações possíveis estão euforia, alucinações auditivas, paranoia, pânico, perda de consciência e dificuldade para respirar. A imprevisibilidade aumenta porque alguns lotes já apresentaram opioides potentes, como o fentanil, ampliando o risco de overdose e falência respiratória.
Imagem: Michiel Vaartjes
Dependência e estatísticas da cocaína tradicional
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que entre 14 e 20 milhões de pessoas usem cocaína no mundo, movimentando cerca de US$ 75 bilhões em 2009. Irritabilidade, agitação, episódios de paranoia, ansiedade, depressão, insônia, perda de peso, problemas cardíacos, convulsões e impulsividade estão entre os sinais de dependência.
Com cor vibrante e aroma adocicado, a “cocaína rosa” passa a falsa impressão de ser uma versão mais “leve”. Especialistas, porém, reforçam que a combinação de componentes desconhecidos torna seus efeitos potencialmente letais.
Com informações de WizyThec

