São Paulo — A Nvidia e a Universal Music Group (UMG) anunciaram uma colaboração para aplicar inteligência artificial (IA) na descoberta, criação e interação com músicas, preservando os direitos autorais dos artistas.
Catálogo de 3 milhões de faixas como base
Pelo acordo, a UMG disponibilizará seu acervo de mais de 3 milhões de gravações. A Nvidia entra com o Music Flamingo, modelo de IA treinado para compreender áudio e linguagem, capaz de analisar faixas completas de até 15 minutos e identificar harmonia, estrutura, timbre, letras e referências culturais.
Recomendações além de gênero e ritmo
Com essa tecnologia, as empresas pretendem oferecer sugestões musicais que considerem elementos subjetivos, como narrativa emocional e afinidade cultural, superando os filtros tradicionais baseados apenas em artista ou gênero.
Ferramentas para artistas e incubadora de IA
A parceria inclui o desenvolvimento de recursos que ajudem compositores, produtores e intérpretes a descrever e apresentar suas obras, ampliando a visibilidade de novos talentos. Também foi anunciada a criação de uma incubadora que reunirá profissionais do setor para testar e aprimorar ferramentas de geração musical por IA, com o objetivo de complementar — e não substituir — a criatividade humana.
Compromisso com uso responsável
De acordo com as companhias, todo o trabalho será conduzido “de maneira correta”, com salvaguardas que assegurem atribuição, proteção de direitos autorais e remuneração justa aos criadores. A UMG já utilizava a infraestrutura de IA da Nvidia em seu laboratório de aprendizado de máquina, e a nova iniciativa aprofunda essa relação.
Imagem: MamunSheikh
O acordo sinaliza mais um passo na convergência entre tecnologia e indústria fonográfica, explorando a IA como ferramenta para aproximar fãs de novos sons e apoiar artistas em processos criativos.
Com informações de WizyThec

