O Nubank enfrenta questionamentos do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região depois de dispensar 12 empregados na sexta-feira (7). As demissões ocorreram um dia após a fintech comunicar, em reunião interna na quinta-feira (6), que encerrará o modelo totalmente remoto a partir de 2024.
O que mudou no regime de trabalho
No encontro, classificado pela empresa como “coffee break” e conduzido pelo CEO David Vélez, cerca de 7 mil dos 9,5 mil funcionários foram informados de que terão de comparecer ao escritório dois dias por semana até 1º de julho de 2026 e três dias por semana a partir de 1º de janeiro de 2027.
Reações e demissões
A mudança causou insatisfação em parte dos trabalhadores. Segundo o sindicato, as 12 demissões teriam atingido empregados que manifestaram discordância durante a reunião. O Nubank nega relação com o debate sobre o novo modelo de trabalho e alega que os desligamentos ocorreram devido à “conduta” dos ex-colaboradores, que teriam “extrapolado o tom”.
Posicionamento do sindicato
A presidenta do sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou ter solicitado à direção do Nubank a suspensão das demissões e a abertura de negociações. A entidade também informou ter ouvido relatos dos demitidos e disse que as versões apresentadas por eles divergem da justificativa da empresa. O sindicato exige que não haja retaliação aos que se manifestaram e cobra transparência sobre os critérios adotados para os cortes.
Nos próximos dias, a categoria pretende realizar uma reunião virtual para esclarecer o episódio.
Debate nas redes
Em publicação no LinkedIn, Neiva reiterou o pedido de diálogo com a fintech. No mesmo post, o ex-funcionário Rafael Calsaverini, que trabalhou cinco anos no Nubank, criticou as demissões e afirmou que as mensagens que motivaram os desligamentos foram “comentários irônicos pontuais”. Ele marcou o CEO da empresa, alegando que, em ocasiões anteriores, críticas foram resolvidas por meio de conversa.
Imagem: Nubank
Em resposta, David Vélez declarou que Calsaverini “tem pouca informação” sobre o caso e descreveu o comportamento dos demitidos como incompatível com o ambiente corporativo: “Você não aceitaria esse comportamento na sua própria casa”.
Posição da empresa
O Nubank declarou que mantém canais internos abertos ao debate, mas não tolera desrespeito nem violações de conduta. A empresa disse que não comenta casos individuais de desligamento.
Com informações de WizyThec

