Pesquisadores do Museu Britânico identificaram, em Suffolk, Reino Unido, indícios de que hominídeos controlavam o fogo há cerca de 400 mil anos – 350 mil anos antes do que se estimava.
O que foi encontrado
Uma área escavada perto da vila de Barnham revelou porções de solo submetidas repetidamente a temperaturas acima de 700 °C. Testes geoquímicos confirmaram que o aquecimento ocorreu diversas vezes, sugerindo o uso deliberado de uma fogueira ou lareira.
Além disso, foram recuperados fragmentos de pirita, mineral que produz faíscas quando golpeado contra sílex. A presença desse material reforça a hipótese de que o fogo foi criado intencionalmente, e não resultado de incêndios naturais.
Quem teria acendido as chamas
O estudo, publicado na revista Nature nesta quarta-feira (10), indica que o fogo foi manuseado por neandertais primitivos que ocupavam a região muito antes do surgimento do Homo sapiens, estimado há aproximadamente 40 mil anos.
Importância do achado
Segundo o autor principal, Rob Davis, a habilidade de produzir e controlar o fogo foi um marco decisivo na trajetória humana, trazendo vantagens práticas e sociais que influenciaram a evolução da espécie. Até então, a evidência mais segura de fogo fabricado datava de cerca de 50 mil anos atrás.
Imagem: Jordan Mansfield
Descobertas anteriores na África já apontavam para o uso de fogo natural por ancestrais humanos há mais de um milhão de anos, mas a fogueira de Barnham é a prova mais antiga de criação intencional das chamas.
Com a nova datação, a linha do tempo sobre o domínio do fogo se antecipa em centenas de milhares de anos, reforçando a capacidade cognitiva avançada dos neandertais.
Com informações de WizyThec

