Nobel de Física John Martinis comanda aliança global para criar supercomputador quântico

Date:

O físico John Martinis, vencedor do Prêmio Nobel deste ano, foi anunciado como líder da Quantum Scaling Alliance, consórcio internacional que pretende projetar um supercomputador quântico prático e de baixo custo. A iniciativa reúne sete empresas de semicondutores e organizações acadêmicas com o objetivo de tornar a computação quântica escalável e acessível a diferentes setores da indústria.

Quem participa

  • 1QBit – projeto e simulação de correção de erros quânticos tolerantes a falhas, compilação de algoritmos e estimativas de recursos;
  • Applied Materials – engenharia de materiais e fabricação de semicondutores;
  • HPE – integração de computação quântica de alto desempenho e desenvolvimento de software;
  • Qolab – projeto de qubits e circuitos;
  • Máquinas Quânticas – controle híbrido quântico-clássico para sistemas escaláveis;
  • Riverlane – correção de erros quânticos;
  • Synopsys – simulação, análise e ferramentas EDA;
  • Universidade de Wisconsin – algoritmos e benchmarks.

Segundo a aliança, o plano é aproveitar a atual infraestrutura de supercomputação e a cadeia de suprimentos de semicondutores para viabilizar um novo patamar de desempenho quântico. “Os computadores quânticos são essenciais para enfrentar problemas intrinsecamente quânticos”, afirmou Martinis, que também é cofundador e diretor de tecnologia da Qolab.

Do Nobel ao hardware de ponta

Martinis dividiu o Prêmio Nobel de Física de 2025 com John Clarke e Michel H. Devoret pela demonstração do tunelamento quântico macroscópico e da quantização de energia em circuitos elétricos. O trio comprovou que fenômenos quânticos podem ser observados em escala macroscópica.

Com carreira focada em qubits supercondutores, o pesquisador já havia liderado o experimento de “supremacia quântica” do Google, no qual um processador quântico superou os melhores supercomputadores clássicos.

Aplicações visadas

A aliança pretende resolver desafios que nenhuma organização conseguiria superar sozinha, garantindo que a computação quântica se torne um paradigma industrial, não apenas de nicho. Entre as áreas beneficiadas estão descoberta de medicamentos, pesquisa de novos materiais, otimização de processos e processamento seguro de dados.

A HPE trabalhará no desenvolvimento de soluções híbridas que combinem recursos quânticos com computação clássica de alto desempenho. Já a Applied Materials aplicará sua experiência em nanofabricação para aprimorar qubits supercondutores, reduzindo taxas de erro e aumentando a uniformidade dos dispositivos.

O consórcio não divulgou prazos para a entrega do supercomputador, mas reforçou que a cooperação internacional é fundamental para superar os obstáculos técnicos que ainda limitam a escalabilidade da tecnologia quântica.

Com informações de WizyThec

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar postagem:

Popular

Relacionados

Projetor portátil BYINTEK U4 entra em promoção na Amazon com resolução Full HD e Android integrado

O projetor portátil BYINTEK U4 está com preço promocional...

Banco de dados expõe 149 milhões de senhas de Gmail, Instagram e gov.br

Um banco de dados sem qualquer proteção revelou 149...

Lua entra em fase Nova nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Lua apresenta-se em fase Nova nesta quinta-feira (22),...

Receita Federal oferece iPhone 15 a partir de R$ 1,3 mil em leilão online

A Receita Federal vai leiloar 289 lotes de produtos...