Quando estrelas com massa entre uma e oito vezes a do Sol exaurem seu combustível, o desfecho não envolve explosões gigantescas. Em vez disso, elas lançam suas camadas externas ao espaço e criam estruturas luminosas conhecidas como nebulosas planetárias.
O que são
Essas “bolhas” de gás e poeira brilham porque o núcleo remanescente da estrela — agora uma anã branca quente e densa — emite radiação capaz de ionizar o material ejetado. O resultado é um véu colorido que permanece visível por apenas algumas centenas de milhares de anos, um período curto na escala cósmica.
Origem do nome
O termo foi adotado no século XVIII por William Herschel, que, assim como Charles Messier, registrava objetos celestes com telescópios ainda limitados. As nebulosas pareciam discos esverdeados semelhantes aos planetas do Sistema Solar, mas não mantêm qualquer relação com eles.
Como se formam
Na fase principal da vida estelar, o hidrogênio é fundido em hélio dentro do núcleo. Quando esse combustível se esgota, a estrela contrai até iniciar a fusão do hélio, produzindo elementos mais pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio. Sem energia suficiente para equilibrar a gravidade, o astro se expande e perde suas camadas externas, que passam a compor a nebulosa. As cores variam conforme os elementos presentes: oxigênio emite verde-azulado; hidrogênio, vermelho vivo; e outras combinações geram tons entre azul e violeta.
Celebridades do céu profundo
Algumas nebulosas planetárias são bem conhecidas dos astrônomos:
- Nebulosa do Anel (constelação da Lira)
- Nebulosa do Haltere
- Nebulosa do Olho de Gato
- Nebulosa da Hélice, apelidada de “Olho de Deus”, a cerca de 650 anos-luz da Terra
- Nebulosa Borboleta e Nebulosa Esquimó, entre outras
Embora visíveis apenas com auxílio de telescópios, essas formações seguem atraindo pesquisas e imagens de observatórios em todo o mundo.
O futuro do Sol
Daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, o Sol passará pelo mesmo processo. Após expulsar suas camadas externas, deixará como legado uma anã branca envolta por um casulo brilhante: a futura nebulosa planetária solar.
Até lá, as nebulosas que hoje adornam a Via Láctea continuam oferecendo um vislumbre do destino das estrelas de massa intermediária, além de reciclar matéria-prima para novos sistemas estelares.
Com informações de WizyThec

