Uma semana depois do término oficial previsto para a missão Juno em 30 de setembro, a NASA ainda não informou se a sonda que estuda Júpiter continua operando ou se foi desativada. O cronograma divulgado no site da agência indicava que as atividades se encerrariam naquela data, mas nenhum comunicado foi emitido até o momento, em meio à paralisação parcial do governo dos Estados Unidos.
Missão iniciada em 2011
Lançada em agosto de 2011, Juno entrou na órbita de Júpiter em 5 de julho de 2016. O projeto foi concebido para durar 20 meses, porém recebeu sucessivas extensões e ultrapassou nove anos de operações científicas.
Objetivos científicos
Ao longo da missão, a sonda:
- Mediu a quantidade de água e amônia nas camadas profundas da atmosfera joviana;
- Mapeou os campos gravitacional e magnético para investigar o núcleo e o hidrogênio metálico do planeta;
- Analisou ventos, tempestades e a Grande Mancha Vermelha;
- Observou os polos e as auroras geradas por partículas energéticas;
- Auxiliou na compreensão da formação do Sistema Solar ao comparar Júpiter com exoplanetas.
Sobrevoos em grandes luas
Além do gigante gasoso, Juno aproveitou passagens próximas para coletar dados de quatro luas:
- Io, o corpo mais vulcânico do Sistema Solar;
- Europa, conhecida pelo provável oceano subterrâneo;
- Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar;
- Calisto, analisada quanto à superfície e possíveis sinais de atividade geológica.
Prorrogação final em 2021
Em 2021, a NASA prorrogou a missão até 30 de setembro de 2025, ampliando também seus objetivos. Desde então, a espaçonave forneceu dados inéditos sobre os anéis de Júpiter, além de refinar medições dos campos magnéticos e gravitacionais do planeta.
Imagem: NASA s Shutterstock
Incerteza e orçamento
Com a paralisação do governo norte-americano, a agência espacial não classifica a sonda como atividade essencial, e não há previsão de financiamento para 2026. Até que a situação administrativa seja normalizada, o destino da Juno permanece indefinido.
Com informações de WizyThec

