A diferença nas necessidades de descanso entre homens e mulheres voltou a ganhar destaque após novos levantamentos científicos. Pesquisas apontam que elas dormem, em média, de 11 a 13 minutos a mais por noite, mas esse tempo pode não ser suficiente: alguns estudos sugerem que o ideal seriam até 20 minutos adicionais para sustentar funções diárias complexas.
Como o ciclo menstrual influencia o descanso
Durante a fase folicular, quando os níveis de estrogênio estão elevados, há aumento do sono REM, etapa associada a sonhos, memória e processamento emocional. Já na fase lútea, o predomínio da progesterona tende a provocar sonolência durante o dia e, ao mesmo tempo, comprometer a qualidade do sono noturno, reduzindo em até 27% o período de sono profundo e aumentando os despertares.
Fatores sociais agravam a privação
Pesquisadores também relacionam a maior carga de trabalho doméstico e profissional à exaustão feminina. Segundo Emerson Wickwire, especialista em sono da Universidade de Maryland (EUA), mulheres são mais afetadas por escalas em turnos e por horários de trabalho fora do padrão das 9h às 17h, o que dificulta a manutenção de uma rotina de descanso regular.
Resultados em ambientes controlados
Mesmo em análises de laboratório, onde participantes são monitorados sem estresse ou privação prévia, as mulheres permanecem mais tempo adormecidas e apresentam sono mais profundo do que os homens. Para Julio Fernandez-Mendoza, psicólogo do sono da Penn State Health (EUA), esse padrão pode ter origem biológica, relacionada à capacidade do corpo feminino de sustentar uma gestação.
Imagem: dragana
Recuperar o déficit continua sendo desafio
Especialistas explicam que prolongar o descanso nos finais de semana ajuda a atenuar a dívida de sono, mas não resolve integralmente o problema. A recomendação principal é melhorar a qualidade do sono diário, garantindo horas suficientes e ambiente propício ao descanso.
Com informações de WizyThec

