O uso caseiro de alho com mel, tradicionalmente indicado nos primeiros sinais de resfriado, está novamente no foco de pesquisadores que buscam compreender se a combinação contribui para reduzir desconfortos como dor de garganta e fadiga.
O que dizem os estudos
Análises publicadas na base PubMed identificaram na alicina, composto presente no alho, propriedades antimicrobianas e antioxidantes observadas em testes de laboratório. Já pesquisas revisadas no Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine apontaram que diferentes tipos de mel apresentam ação antibacteriana multifatorial, atribuída à presença de compostos fenólicos e ao peróxido de hidrogênio natural.
Um trabalho experimental divulgado na revista BMC Complementary Medicine and Therapies avaliou em laboratório a ação conjunta de alho e mel contra microrganismos e relatou efeito sinérgico. Os autores, porém, destacaram que os resultados não substituem evidências clínicas em humanos.
Como o preparo costuma ser utilizado
Segundo a prática popular, a mistura é consumida logo nos primeiros sinais de resfriado, como garganta arranhando ou sensação de cansaço. O preparo envolve amassar dentes de alho crus e misturá-los a mel puro, alternativa natural ao açúcar refinado. Algumas pessoas ingerem a combinação pura ou diluída em chás mornos.
Orientações de autocuidado
Especialistas lembram que hábitos complementares, como manter hidratação, sono adequado e alimentação equilibrada, podem potencializar os benefícios de qualquer estratégia de autocuidado. O consumo de alho cru ajuda a preservar compostos bioativos, enquanto o uso de aplicativos de saúde auxilia no acompanhamento de rotinas e sintomas.
Imagem: inteligência artificial
Embora os estudos de laboratório sejam promissores, a comunidade científica reforça a necessidade de ensaios clínicos em larga escala para confirmar a eficácia da mistura no tratamento de resfriados em humanos.
Com informações de WizyThec

