Masturbação: quando a prática saudável vira problema, segundo especialistas

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A masturbação é considerada um comportamento natural e, em muitas situações, benéfico para o corpo e a mente. Entre os efeitos positivos apontados pela literatura científica estão a redução do estresse, melhora do humor, relaxamento muscular e maior conhecimento da própria sexualidade.

Frequência elevada pode gerar impactos negativos

Não existe um número exato que defina “excesso”, mas médicos classificam a prática como compulsiva quando ela interfere nas atividades diárias ou resulta em constrangimento e riscos, como a necessidade de se masturbar várias vezes ao dia independentemente do local. Pensamentos intrusivos e dificuldades para trabalhar ou estudar são sinais de alerta.

Do ponto de vista físico, o hábito em excesso pode provocar assaduras nos órgãos genitais e dores nas articulações das mãos. No campo psicológico, o maior risco está na dependência, especialmente quando associada ao consumo frequente de pornografia, que tende a criar expectativas irreais sobre o ato sexual.

Consequências nas relações sexuais

Especialistas observam que a repetição de um único tipo de estímulo pode “acostumar” o corpo, dificultando o prazer durante relações a dois. Essa adaptação pode levar a falta de lubrificação nas mulheres e a disfunção erétil ou ejaculação precoce nos homens, além de tornar o orgasmo mais difícil para ambos.

Quando procurar ajuda

O urologista Paulo Egydio orienta buscar acompanhamento profissional quando a frequência da masturbação aumenta a ponto de afetar a vida social ou gerar sentimentos de culpa, arrependimento ou mal-estar. Os tratamentos incluem terapia cognitivo-comportamental, aconselhamento individual ou em grupo e, se necessário, uso de medicação.

Benefícios permanecem quando há equilíbrio

Praticada com moderação, a masturbação pode até trazer vantagens na prevenção de doenças. Pesquisa da Universidade de Harvard concluiu que homens que ejaculam — por masturbação ou relação sexual — 21 vezes ou mais por mês reduzem em 33% o risco de desenvolver câncer de próstata.

Entre as mulheres, o orgasmo libera endorfina, substância com efeito analgésico que pode aliviar cólicas e irritação na TPM, e dopamina, hormônio associado à sensação de prazer, destaca a ginecologista Juliana Ribeiro.

A recomendação dos profissionais é respeitar os próprios limites e ficar atento a possíveis sinais de dependência, buscando orientação médica ou psicológica quando necessário.

Com informações de WizyThec

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