Quem: Isaac Newton, físico, matemático e astrônomo inglês do século XVII.
O que: Em textos privados, o cientista calculou datas para um possível “fim de uma era” — e apontou 2060 como momento central.
Quando: Os manuscritos foram escritos entre o fim do século XVII e o início do XVIII; parte deles veio a público séculos depois.
Onde: Os documentos fazem parte do acervo de escritos pessoais de Newton, hoje preservados em diferentes coleções.
Como: Newton utilizou interpretações protestantes de passagens bíblicas, combinando-as com cálculos de períodos proféticos (2300 anos, 1290 dias, 1335 dias, “tempo, tempos e metade de um tempo”).
Por quê: O objetivo declarado era contrapor previsões apocalípticas consideradas precipitadas e, segundo o próprio Newton, defender o crédito das profecias bíblicas.
Detalhes dos cálculos
Nos documentos, Newton estabelece limites para diferentes períodos proféticos:
Imagem: GeorgiosArt
- Os 2300 anos terminariam entre 2132 e 2370;
- O período denominado “tempo, tempos e metade de um tempo” acabaria entre 2060 e 2344;
- Os 1290 dias encerrariam entre 2090 e 2374.
A menção direta a 2060 surge como o primeiro ano possível para o fim do período “tempo, tempos e metade de um tempo”, que, na visão do cientista, marcaria uma mudança profunda na história humana.
Interpretação contemporânea
Em 2003, o historiador Stephen D. Snobelen, hoje professor da Universidade King’s College em Halifax (Canadá), analisou os textos e concluiu que Newton esperava o retorno de Cristo por volta de 2060. Para o físico, esse acontecimento inauguraria um reino global de paz, derrubaria a “Babilônia” simbólica e permitiria a pregação aberta do Evangelho.
Reservas de Newton
Consciente da polêmica que suas estimativas poderiam gerar, Newton registrou que não pretendia estabelecer uma data definitiva para o “fim”. Ele justificou o estudo como forma de desencorajar previsões infundadas que, na sua avaliação, desacreditavam as escrituras quando falhavam. “Cristo vem como ladrão na noite”, escreveu o cientista, ressaltando que os “tempos e estações” pertencem somente a Deus.
Dessa forma, embora conhecido pelas leis que fundamentaram a física moderna, Isaac Newton também dedicou parte considerável de sua vida a cálculos apocalípticos — e deixou 2060 marcado em seus papéis como um ano capaz de redefinir a história humana.
Com informações de WizyThec

