Uma campanha de e-mail fraudulenta vem distribuindo o trojan DCRat a usuários da Colômbia e do Equador, segundo levantamento da ESET. A armadilha usa mensagens que aparentam ser comunicações oficiais — como notificações judiciais — e traz anexos compactados contendo um executável que finge ser um aplicativo legítimo da Adobe.
Ao abrir o arquivo, a vítima instala, sem perceber, um malware capaz de se conectar a servidores controlados pelos invasores e conceder acesso total ao computador comprometido. O DCRat permite capturar imagens da tela e da webcam, registrar teclas digitadas, roubar credenciais salvas em navegadores, executar comandos remotamente e permanecer ativo mesmo após reinicializações.
Como o golpe funciona
O arquivo malicioso apresenta metadados adulterados para se parecer com um programa oficial, mas carece de assinatura digital válida, o que revela a fraude. A tática de engenharia social explora temas de urgência — por exemplo, supostos documentos judiciais — para convencer o destinatário a abrir o anexo.
De acordo com Martina López, pesquisadora da ESET América Latina, a combinação de engenharia social com técnicas avançadas de evasão facilita a infecção e mantém o software espião oculto por mais tempo. Entre os recursos de ocultação estão a desativação de componentes do AMSI e o ETW patching, que inibem mecanismos de detecção de comportamento malicioso no Windows.
Modelo de negócio e histórico
Operado como Malware as a Service (MaaS), o DCRat circula em fóruns russos de cibercrime desde 2018 e pode ser adquirido por cerca de US$ 7 por uma licença de dois meses. Na América Latina, sua popularidade vem crescendo desde 2024. Em janeiro, a IBM identificou o mesmo trojan em e-mails enviados por um grupo denominado Hive0131, também direcionados a usuários colombianos.
Imagem: Jirapg Manustrg
Recomendações
A ESET recomenda evitar a abertura de anexos não solicitados, verificar a legitimidade do remetente, manter sistemas atualizados e adotar soluções de segurança com detecção comportamental. Em ambientes corporativos, boas práticas incluem políticas de privilégio mínimo e planos de resposta a incidentes testados.
Com informações de WizyThec

