Juíza de Los Angeles determina que Mark Zuckerberg preste depoimento em ação sobre redes sociais e saúde mental de jovens

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O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, terá de comparecer pessoalmente para depor no primeiro processo que analisa os possíveis efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de usuários adolescentes. A decisão foi tomada na segunda-feira, 20 de outubro, pela juíza Carolyn Kuhl, da Suprema Corte do Condado de Los Angeles.

Além de Zuckerberg, também foram intimados o CEO da Snap, Evan Spiegel, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri. O julgamento está marcado para começar em janeiro de 2026.

Testemunho considerado “essencial”

Ao justificar a convocação, Kuhl ressaltou que o depoimento dos executivos é “exclusivamente relevante” para esclarecer quanto cada um sabia sobre os riscos das plataformas e quais medidas deixaram de ser adotadas para mitigá-los. Segundo a magistrada, essa informação poderá indicar eventual negligência.

As ações judiciais alegam que Facebook, Instagram e Snapchat teriam sido projetados com recursos intencionalmente viciantes, incentivando comportamentos compulsivos entre jovens.

Empresas tentaram evitar as oitivas

Antes da decisão, a Meta solicitou que Zuckerberg e Mosseri fossem dispensados, argumentando que depoimentos anteriores já supriam a necessidade de novas audiências e que a exigência poderia interferir nas atividades da companhia. A empresa também afirmou que a medida poderia abrir precedente para processos semelhantes.

A Snap adotou estratégia semelhante ao tentar barrar a convocação de Spiegel, chamando a decisão de “abuso de discricionariedade”. Em nota enviada à CNBC, o escritório Kirkland & Ellis, que representa a plataforma, declarou que a empresa está pronta para demonstrar que as acusações são infundadas, apesar de considerar suficientes as horas de depoimentos já prestadas por outros executivos.

Série de processos em andamento

O caso faz parte de uma onda de ações contra grandes empresas de tecnologia que enfrentam acusações de contribuir para o agravamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes. Ainda neste mês, o estado de Nova York processou várias companhias pelo mesmo motivo. Em janeiro, Zuckerberg e outros líderes do setor já haviam prestado depoimento ao Senado dos Estados Unidos sobre proteção de menores no ambiente digital.

Especialistas veem o processo de Los Angeles como um dos mais significativos até agora, com potencial para influenciar litígios semelhantes em outros estados.

Com informações de WizyThec

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