O Ministério do Meio Ambiente do Japão confirmou, nesta quinta-feira (16), que o país registrou sete mortes e cerca de cem feridos em ataques de ursos desde abril, o maior número de vítimas fatais desde o início da série histórica, em 2006.
Incidentes concentrados no norte
A maioria dos confrontos ocorreu nas regiões do nordeste e na ilha de Hokkaido. Comunidades rurais relatam a presença cada vez mais frequente dos animais, que se aproximam de áreas habitadas em busca de alimento.
Fatores que impulsionam os ataques
Especialistas citam três principais razões para o aumento dos encontros:
- Escassez de alimento: a falta de nozes de faia, fonte essencial de energia antes da hibernação, leva ursos famintos a avançar sobre zonas povoadas.
- Despovoamento rural: o êxodo de moradores cria ambientes silenciosos, facilitando a circulação dos animais.
- Maior atividade no outono: o período pré-hibernação já costuma ser crítico, mas, neste ano, o número de casos superou as expectativas.
Casos recentes
Entre os episódios mais graves, um homem de 60 anos desapareceu enquanto limpava uma banheira termal ao ar livre; autoridades suspeitam de ataque de urso. Na província de Iwate, investigadores localizaram sangue humano e pelos do animal em outra ocorrência.
Em Gunma, ao norte de Tóquio, um urso de 1,4 metro invadiu um supermercado, ferindo dois clientes e derrubando prateleiras durante a tentativa de fuga. Outro agricultor foi mordido e arranhado por uma ursa que estava com o filhote, e um turista espanhol foi atacado em um ponto de ônibus na vila histórica de Shirakawa-go.
Imagem: gigello
Espécies presentes no país
O arquipélago abriga duas espécies: o urso-negro-asiático, comum na ilha de Honshu, e o urso-pardo, maior e exclusivo de Hokkaido.
Autoridades locais emitiram alertas para moradores e visitantes em regiões rurais e rotas turísticas, recomendando atenção redobrada até o fim do outono, quando os animais iniciam a hibernação.
Com informações de WizyThec

