A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta terça-feira, 28 de outubro, uma nova fotografia da Nebulosa da Aranha Vermelha (NGC 6537) obtida pelo Telescópio Espacial James Webb, operado em parceria por NASA, ESA e Agência Espacial Canadense (CSA). O registro, alinhado ao clima de Halloween, revela detalhes nunca vistos dessa nebulosa planetária localizada na constelação de Sagitário, a cerca de 4 000 anos-luz da Terra.
Como se forma uma nebulosa planetária
Essas estruturas surgem quando estrelas parecidas com o Sol consomem o combustível nuclear, expandem-se em gigantes vermelhas e liberam as camadas externas para o espaço. O núcleo remanescente emite radiação que ioniza o gás expelido, criando os tons brilhantes e formas complexas observados pelos telescópios.
No caso da Aranha Vermelha, os lóbulos se estendem por aproximadamente três anos-luz. A imagem do James Webb mostra um padrão em S levemente avermelhado, associado à emissão de ferro ionizado, além de uma capa de poeira quente ao redor da estrela central. A geometria em ampulheta indica a presença de uma segunda estrela invisível, sugerindo um sistema binário.
Olhar em infravermelho
O Webb opera no infravermelho, gama que não é visível ao olho humano. Para tornar os dados compreensíveis, pesquisadores atribuíram cores artificiais: tons azulados realçam hidrogênio molecular, enquanto outras tonalidades diferenciam elementos químicos e regiões de temperatura variada.
Ao fundo, o detector sensível do telescópio exibe um denso campo de estrelas e galáxias distantes. As estrelas mais brilhantes apresentam o padrão de oito pontas característico do espelho segmentado do observatório.
Imagem: Internet
Destino semelhante ao do Sol
Estudar nebulosas planetárias permite antever o futuro do Sistema Solar. Modelos indicam que o Sol deve inflar até 200 vezes seu tamanho atual antes de ejetar suas camadas externas, processo que poderá engolir planetas próximos, incluindo a Terra.
Descoberta no século XIX
A Nebulosa da Aranha Vermelha foi registrada pela primeira vez em 15 de julho de 1882 pelo astrônomo norte-americano Edward Charles Pickering. Compacta em comparação a outras nebulosas, ela apresenta jatos de gás velozes que criam seu formato intrincado, lembrando as patas de uma aranha.
Com informações de WizyThec

