James Webb obtém evidências de atmosfera em super-Terra ultraquente TOI-561 b

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Um grupo internacional de astrônomos registrou, pela primeira vez, sinais consistentes de uma atmosfera em um planeta rochoso extremamente quente. As medições foram feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) em maio de 2024 e focaram em TOI-561 b, objeto que orbita uma estrela de aproximadamente 10 bilhões de anos a 280 anos-luz da Terra.

O estudo, baseado em 37 horas contínuas de observação, foi publicado nesta quinta-feira (11) no periódico The Astrophysical Journal Letters. A descoberta sugere que até mesmo mundos pequenos, submetidos a forte radiação estelar, podem conservar atmosferas densas.

Planeta completa volta em menos de 11 horas

TOI-561 b é o planeta mais interno de um sistema que contém pelo menos três corpos. Por estar extremamente próximo da estrela-mãe, completa uma órbita em menos de 11 horas e atinge temperaturas capazes de derreter rochas, integrando a categoria das super-Terras de período ultracurto.

Temperatura indica presença de gases

Durante os chamados eclipses secundários — momentos em que o planeta passa atrás da estrela — o JWST mediu diretamente a emissão infravermelha do lado diurno de TOI-561 b. Se não houvesse atmosfera, a temperatura estimada deveria chegar a cerca de 2.700 ºC. Entretanto, o telescópio registrou aproximadamente 1.700 ºC, diferença que, segundo os pesquisadores, só pode ser explicada por uma atmosfera espessa e rica em voláteis, capaz de redistribuir calor por meio de ventos intensos.

Oceano de magma alimenta ciclo de gases

Modelos desenvolvidos pela equipe indicam um possível equilíbrio dinâmico entre um vasto oceano de magma e a camada gasosa. Nesse cenário, gases são liberados da superfície derretida, sustentando a atmosfera, enquanto processos físico-químicos devolvem parte desses voláteis ao interior do planeta.

“Precisamos de uma atmosfera densa para explicar todas as observações”, afirmou a coautora Anjali Piette, da Universidade de Birmingham. Já o pesquisador Tim Lichtenberg, da Universidade de Groningen, compara o processo a “uma bola de lava úmida” que continuamente troca material entre interior e exterior.

Ao comprovar que super-Terras ultraquentes podem manter atmosferas, o trabalho abre caminho para explorar a estrutura interna e a atividade geológica de mundos semelhantes usando futuros dados do James Webb.

Com informações de WizyThec

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