Adam Mosseri, CEO do Instagram, afirmou que a melhor forma de diferenciar produções humanas de criações feitas por inteligência artificial (IA) pode ser a identificação do que é autêntico, e não a rotulagem do que é artificial.
Em texto de fim de ano, divulgado nesta semana, o executivo reconheceu que sistemas de marca-d’água para conteúdos gerados por IA estão se tornando insuficientes, já que a tecnologia avança rápido demais para permitir um controle eficaz. A alternativa sugerida por Mosseri é a adoção de uma assinatura digital embutida em fotos e vídeos capturados por câmeras e smartphones, capaz de comprovar a origem e a veracidade do material.
Volume de IA deve superar produção humana
Mosseri observou que o número de publicações geradas por IA tende a ultrapassar o conteúdo produzido por pessoas nos próximos anos, fenômeno que já começa a ser percebido no Instagram. Para ele, esse cenário não representa necessariamente um problema, pois há “muito material de qualidade” sendo criado com apoio de ferramentas automatizadas.
Impacto sobre criadores
Fotógrafos e influenciadores relatam queda de alcance na plataforma, situação que Mosseri atribui a uma mudança no comportamento dos usuários. Segundo o executivo, imagens polidas e altamente editadas perdem espaço para registros mais crus e imperfeitos, vistos como prova de autenticidade em um feed cada vez mais misturado a conteúdos artificiais.
Imagem: Brett Jordan
Embora defenda o modelo de assinatura digital, o CEO admite que ainda não existe uma solução pronta para implantação em larga escala. Ele conclui que o Instagram está direcionando esforços para destacar publicações cuja procedência possa ser comprovada, em vez de tentar classificar cada vez mais posts como “reais” ou “falsos”.
Com informações de WizyThec

