Innospace projeta novos lançamentos comerciais para o 1º semestre de 2026 após explosão de foguete em Alcântara

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A Innospace definiu o primeiro semestre de 2026 como meta para retomar seus lançamentos comerciais, após a explosão do foguete HANBIT-Nano no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na noite de 22 de dezembro de 2025.

Falha 30 segundos após a decolagem

O veículo decolou às 22h13 (horário de Brasília) e seguiu trajeto vertical previsto. Cerca de 30 segundos depois, uma anomalia obrigou o desligamento da missão e o foguete foi direcionado para queda dentro da zona de segurança terrestre, conforme protocolo da empresa. Não havia tripulantes, e não foram registrados danos a pessoas, embarcações ou instalações, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB).

Em nota, a FAB informou que equipes próprias e do Corpo de Bombeiros do CLA analisam os destroços. Técnicos da Innospace trabalham em conjunto com as autoridades para identificar as causas do incidente.

Carta aos acionistas

Em comunicação oficial, o CEO Kim Soo-jong reconheceu a falha, destacou a coleta de dados reais de voo e anunciou “correções técnicas e verificações adicionais” imediatamente. O executivo comparou o episódio a dificuldades iniciais enfrentadas por outras companhias do setor, como a SpaceX, e afirmou que as informações obtidas “serão base fundamental para elevar a probabilidade de sucesso dos próximos lançamentos”.

O documento não confirma se os próximos voos ocorrerão novamente em Alcântara. Entretanto, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lembra que existe um acordo de prestação de serviços de retribuição ao Estado que permite à companhia sul-coreana continuar a operar no país.

Reação do mercado

No dia seguinte ao acidente (23 de dezembro), as ações da Innospace chegaram a recuar quase 29% na Bolsa de Seul, segundo a Reuters. A empresa abriu capital em julho de 2024 e ainda não havia registrado queda tão acentuada.

Missão Spaceward

Denominada Operação Spaceward, a tentativa de lançamento mobilizou cerca de 400 profissionais, incluindo militares, técnicos civis brasileiros e engenheiros sul-coreanos. Antes da decolagem, o cronograma já havia sido adiado duas vezes entre 17 e 22 de dezembro por conta de anomalias detectadas em sistemas e substituição de componentes.

Características do HANBIT-Nano

  • Altura: 21,8 metros
  • Massa: cerca de 20 toneladas
  • Propulsão: sistema híbrido (combustível sólido e líquido)
  • Capacidade: oito cargas úteis em órbita baixa (aprox. 300 km)
  • Cargas: cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais

O lançamento seria o primeiro de caráter comercial realizado a partir do Brasil. A última tentativa no local com veículo de maior porte havia ocorrido em 2003, quando um acidente na plataforma matou 21 pessoas e atrasou em anos o programa espacial brasileiro.

Com a análise em andamento e a meta de voar novamente até junho de 2026, a Innospace afirma que divulgará resultados da investigação “de maneira transparente” e promete informar cronogramas futuros assim que concluídas as correções.

Com informações de WizyThec

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