A influencer Ashley St. Clair, que em 2024 revelou ter um filho com Elon Musk, abriu um processo contra a xAI, empresa de inteligência artificial do bilionário, alegando que o chatbot Grok permite a fabricação de imagens sexualizadas e deepfakes sem consentimento. A ação foi protocolada na quinta-feira (15) em um tribunal de Nova York.
De acordo com a petição, usuários da rede social X (antigo Twitter), onde o Grok funciona, teriam utilizado a ferramenta para “despir” fotos da influenciadora, adicionar símbolos de ódio e gerar supostos nudes dela ainda menor de idade. St. Clair afirma ter sofrido um “ataque sistemático e humilhante”, amplificado pela falta de filtros eficazes na IA.
Contraprocesso no Texas
Logo após a abertura da ação em Nova York, a xAI entrou com um contraprocesso no Texas. A empresa sustenta que St. Clair violou os termos de serviço, que exigiriam que qualquer disputa jurídica fosse apresentada naquele estado.
Selo de verificação removido
Nos documentos judiciais, a influenciadora diz ter sofrido retaliação na própria plataforma: o X teria retirado seu selo de verificação e suspendido a monetização de sua conta depois que ela denunciou o conteúdo abusivo. A defesa argumenta ainda que pedidos iniciais de remoção das imagens foram ignorados sob a justificativa de “nenhuma violação encontrada”.
Preocupação de pais e investigações externas
St. Clair relata que, após o episódio, recebeu mensagens de centenas de pais tentando remover fotos adulteradas de seus filhos geradas pelo Grok. Embora o X afirme bloquear a função de “despir” pessoas reais em jurisdições onde a prática é ilegal, a queixa sustenta que as barreiras são frágeis e facilmente contornáveis quando comparadas a ferramentas de IA concorrentes.
Imagem: Reprodução
Órgãos reguladores da Califórnia e de outros países mantêm investigações em andamento sobre a conduta das empresas de Elon Musk diante da proliferação de deepfakes e conteúdo sexual não consensual na plataforma.
Com informações de WizyThec

