Pesquisas publicadas no Journal of Building Engineering indicam que a aplicação da impressão 3D na construção civil pode diminuir o valor final da obra entre 30% e 40%, além de reduzir significativamente o consumo de materiais sem comprometer a resistência estrutural.
Em testes práticos, a empresa norte-americana ICON, em parceria com a Habitat for Humanity, conseguiu imprimir casas completas em menos de 24 horas. Os projetos utilizam um concreto formulado especificamente para impressoras de grande porte e um design otimizado por software, o que garante padronização e menor incidência de erros humanos.
Como a tecnologia funciona
O processo começa com o desenvolvimento digital da planta. A partir daí, uma impressora de grande escala extrusa camadas de concreto até concluir as paredes. Portas, janelas, instalações elétricas e acabamento são adicionados em etapas subsequentes.
Ganhos diretos
Além do corte de custos e da velocidade, os pesquisadores destacam:
- Queda expressiva no desperdício de material;
- Menor consumo de água durante a obra;
- Redução de ruído e sujeira nos arredores do canteiro;
- Diminuição do tempo de espera por moradia, fator que impacta saúde mental e produtividade de famílias beneficiadas.
Aplicações sociais
Segundo relatórios técnicos avaliados pela pesquisa, a impressão 3D pode ser decisiva em programas de habitação social e em respostas rápidas a desastres naturais, já que permite levantar moradias permanentes em questão de horas.
Imagem: inteligência artificial
Especialistas projetam que, nos próximos anos, a técnica deve ganhar espaço em bairros planejados, obras públicas e construções híbridas, combinando impressão 3D e métodos convencionais para acelerar entregas.
Embora ainda dependa de regulamentação específica e da popularização de equipamentos de grande porte, os estudos apontam que a tecnologia pode contribuir para cidades mais acessíveis, sustentáveis e organizadas no longo prazo.
Com informações de WizyThec

