Uma constelação de satélites da empresa australiana HEO registrou, em órbita, imagens detalhadas do artefato chinês Xinjishu Yanzheng-7 (XJY-7) poucos dias antes de sua reentrada na atmosfera terrestre.
Quem e o que
A HEO — sigla em inglês para High Earth Orbit Robotics — utiliza câmeras instaladas em seus próprios satélites para fotografar outros objetos no espaço. A técnica, chamada non-Earth imaging (NEI), permite observar a forma, o movimento e os componentes de espaçonaves que normalmente não seriam revelados por telescópios ou radares em solo.
Quando e onde
O XJY-7 foi lançado em 22 de dezembro de 2020 pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) a bordo de um foguete Long March 8, ocupando uma órbita heliossíncrona por quase cinco anos. De acordo com o rastreador de satélites Marco Langbroek, o veículo provavelmente se desintegrou sobre as Ilhas Canárias em 16 de outubro de 2025.
Como
Dois satélites da HEO fotografaram o XJY-7 simultaneamente, permitindo a reconstrução de um modelo 3D preciso. As imagens revelaram uma antena de radar de abertura sintética (SAR) e painéis solares fixos, exigindo que o corpo da espaçonave rotacionasse para captar energia.
Por quê
As observações contribuem para a chamada Conscientização do Domínio Espacial, que busca catalogar e compreender objetos em órbita, inclusive aqueles cujos detalhes são mantidos em sigilo por seus operadores.
Imagem: CAST
Contexto
Em 2024, imagens divulgadas pela então Maxar — hoje Vantor — mostraram outro satélite chinês, o Shijian, realizando supostos testes de sensoriamento remoto. Em resposta, uma companhia chinesa publicou fotos de um satélite norte-americano. A HEO já realizou mais de 4 000 operações de imageamento e planeja estender sua atuação até o cinturão geoestacionário.
Com informações de WizyThec

