Uma imagem de uma hiena marrom vagando pelas ruínas da antiga cidade mineira de Kolmanskop, na Namíbia, garantiu ao sul-africano Wim Van den Heever o título de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano de 2025.
O concurso, promovido pelo Museu de História Natural de Londres, chegou à 61ª edição com 60.636 inscrições enviadas por fotógrafos de 113 países e territórios — o maior número de participações já registrado.
Registro batizado de “Visitante da Cidade Fantasma”
A foto vencedora mostra a rara hiena marrom (Parahyaena brunnea) diante de um prédio abandonado, iluminada por um feixe de luz que realça o ambiente desértico tomado pela areia. Para capturar a cena, Van den Heever instalou armadilhas fotográficas e acompanhou pegadas e fezes do animal por quase uma década, realizando diversas expedições ao amanhecer e ao anoitecer.
Estimativas apontam que existam cerca de 4.000 hienas marrons no mundo, distribuídas sobretudo em regiões áridas da Namíbia, Botsuana e partes da África do Sul. Segundo os organizadores, os animais atravessam Kolmanskop em busca de filhotes de foca-do-cabo ou restos de carcaças trazidos pelo mar.
Outros destaques premiados
Entre as imagens reconhecidas nesta edição estão “Fascínio Mortal”, de Chien Lee (Malásia), que utilizou luz ultravioleta para revelar o brilho fluorescente de uma planta carnívora; o flagrante de uma joaninha caçando sob o corpo de uma garça no Lago Yundang, na China; e a perseguição de um flamingo por um caracal no Parque Nacional do Serengeti, registrada pelo norte-americano Dennis Stogsdill.
Imagem: Chien Lee Malásia
Também receberam menção fotografias que mostram uma lagarta venenosa com um “capacete” peculiar, cascavéis agrupadas em um buraco nos Estados Unidos e uma aranha tecelã-orbeira em seu abrigo.
A presidente do júri, Kathy Moran, elogiou a obra vencedora ao afirmar que a imagem transmite a sensação de domínio da vida selvagem sobre um espaço outrora humano.
Com informações de WizyThec

