Pouco atrás do Alzheimer em incidência mundial, o Parkinson afeta hoje cerca de 8,5 milhões de pessoas e pode alcançar mais de 25 milhões até 2050, segundo projeções científicas. Embora de 10% a 15% dos casos tenham origem genética hereditária, especialistas reforçam que fatores ligados ao estilo de vida respondem pela maioria das ocorrências.
Consumo moderado de cafeína
Estudos apresentados pelo The Washington Post apontam que beber de duas a três xícaras diárias de café ou chá está associado a uma redução de 25% a 30% no risco de desenvolver Parkinson. A cafeína, explicam os pesquisadores, parece diminuir o estresse oxidativo e a inflamação cerebral, processos ligados à degradação de células nervosas.
Contato com solventes industriais
O tricloroetileno (TCE), usado em processos como lavagem a seco, foi identificado como potencial agente agravante. A exposição à substância — que pode contaminar a água potável — eleva a probabilidade de Parkinson em até 70%, de acordo com análises recentes.
Pesticidas e alimentos
Outro ponto de atenção é o uso de pesticidas. Investigações científicas indicam que a exposição a níveis elevados desses produtos químicos triplica a chance de manifestar a doença. O risco não se limita ao ambiente rural: consumir alimentos contaminados também é problema. Por isso, pesquisadores recomendam lavar bem frutas e vegetais e dar preferência a produtos orgânicos.
Água filtrada
Tanto solventes industriais quanto pesticidas podem infiltrar-se em sistemas de abastecimento. Levantamento nos Estados Unidos mostrou presença de solventes em 44% dos sistemas analisados e traços de pesticidas em 38%. Filtros domésticos com carvão ativado ou osmose reversa são considerados eficazes na remoção dessas impurezas.
Imagem: Daisy Daisy
Embora essas medidas reduzam a exposição a fatores de risco, especialistas alertam que elas não garantem imunidade completa ao Parkinson nem a outras doenças neurológicas.
Com informações de WizyThec

