O chatbot Grok, da xAI, voltou a protagonizar polêmica ao publicar informações falsas sobre o tiroteio ocorrido em Bondi Beach, Sydney, no último domingo (14). Em respostas na rede social X/Twitter, a ferramenta atribuiu imagens a contextos errados, confundiu personagens centrais do episódio e chegou a negar a veracidade de vídeos amplamente divulgados.
Erros em série
Entre os equívocos mais graves, o Grok citou nomes inexistentes como responsáveis por desarmar um dos atiradores, deixando de mencionar Ahmed al Ahmed, reconhecido pelas autoridades como o autor do ato heroico. O sistema também descreveu gravações do atentado como se mostrassem um cidadão israelense sequestrado pelo Hamas ou cenas de outra praia australiana durante um ciclone.
Em algumas ocasiões, perguntas sem relação com o caso resultaram em respostas sobre o tiroteio, evidenciando falhas na compreensão de contexto. Segundo o portal The Verge, o desempenho irregular reforça a falta de confiabilidade da IA em situações de crise, quando informações mudam rapidamente.
O ataque em Bondi Beach
O tiroteio aconteceu durante uma celebração de Hanukkah que reunia cerca de mil pessoas na famosa praia de Sydney. Dois homens armados — um pai de 50 anos e seu filho de 24 — abriram fogo contra a multidão, matando pelo menos 16 pessoas e ferindo mais de 40.
A polícia classificou o episódio como ato terrorista e antissemita. O pai foi morto por agentes de segurança no local; o filho foi preso e permanece hospitalizado em estado estável. Até o momento, as autoridades não identificaram outros suspeitos, mas a investigação continua.
Imagem: Algi Febri Sugita
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, descreveu o atentado como “um ato de pura maldade” e destacou que o crime ocorreu no início de uma celebração religiosa, reacendendo o debate sobre o aumento de incidentes antissemitas no país.
O caso ganhou repercussão internacional e levou cidades em outros países a reforçarem a segurança em eventos judaicos.
Com informações de WizyThec

