O Grande Museu Egípcio (GEM) recebeu seus primeiros visitantes neste fim de semana, consolidando-se como o maior complexo arqueológico dedicado a uma única civilização. Localizado ao lado das Pirâmides de Gizé, o espaço reúne aproximadamente 100 mil artefatos do Antigo Egito, entre eles a tumba do faraó Tutancâmon.
Obra de duas décadas
Anunciado em 2002, o projeto foi definido por meio de um concurso internacional que atraiu 1.556 inscrições. O escritório irlandês Heneghan Peng Architects venceu a disputa e liderou a construção do museu, que ocupa 470 mil metros quadrados. O custo ultrapassou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões).
Eventos políticos e sanitários adiaram a entrega. A Primavera Árabe em 2011, o golpe militar de 2013 e a pandemia de Covid-19 postergaram a inauguração inicialmente prevista para 2018.
Estrutura e atrações
O GEM abriga laboratórios de restauração, auditórios, salas educativas e espaços interativos com realidade aumentada. As galerias permanentes foram organizadas por períodos históricos, do pré-dinástico (c. 3000 a.C.) à era Copta (século VII d.C.).
Uma seção inteira é dedicada a Tutancâmon, com cerca de 5.000 objetos encontrados em seu túmulo. No átrio principal, uma estátua de 36 pés de altura de Ramsés II recebe os visitantes.
Do lado de fora, jardins e uma praça aberta exibem um obelisco de 87 toneladas. O telhado, projetado com dobras, permite a entrada de luz natural em grande parte do prédio.
Imagem: reprodução
Visitação cronológica
O percurso interno é guiado por uma escadaria de seis andares que expõe monumentos de pedra e estátuas faraônicas em ordem cronológica reversa. No topo, o público tem vista direta e sem obstáculos para o complexo das pirâmides de Gizé.
Com a abertura, o governo egípcio espera impulsionar o turismo e reforçar a economia local, apoiado pela relevância histórica e pelo ineditismo do acervo reunido.
Com informações de WizyThec

