O Governo Federal instituiu, nesta terça-feira (7), um comitê de crise para conter o aumento dos casos de intoxicação por metanol no país. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 200 ocorrências estão sob investigação, com duas mortes confirmadas e outras 12 em análise.
O colegiado reúne representantes do poder público, da iniciativa privada e de entidades da sociedade civil. Participaram da primeira reunião dirigentes da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) e da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).
De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a função do grupo é “trocar informações, divulgar medidas adotadas e dar respostas rápidas” à crise. Ele ressaltou que o setor de bebidas responde por cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que é necessário diferenciar empresas regulares de operações ilegais. “Vamos atacar aqueles comerciantes que estão adulterando bebidas de forma intencional e preservar quem atua dentro da legalidade”, afirmou.
As ações repressivas já começaram. Ao menos 15 estabelecimentos e 25 fornecedoras foram notificados a apresentar detalhes sobre compras e vendas de produtos possivelmente ligados às intoxicações. As informações exigidas incluem dados de compradores e das bebidas consumidas pelas vítimas.
O secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, informou que o trabalho agora é de inteligência: “Com os dados coletados, ficará mais fácil identificar padrões e localizar os responsáveis pelo esquema”. Ele acrescentou que o governo mantém contato com centros de pesquisa para viabilizar testes rápidos capazes de atestar a presença de metanol em bebidas lacradas.
Imagem: View Apart
O metanol é altamente tóxico; sintomas de contaminação incluem visão turva, náuseas, vômitos, dor abdominal e sudorese. Em caso de suspeita, o Ministério da Saúde orienta procurar atendimento médico de imediato e acionar o Disque-Intoxicação (0800 722 6001), o CIATox local ou o CCI-SP (0800 771 3733).
Com informações de WizyThec

