Cada vez mais adolescentes e jovens adultos estão deixando as redes sociais de lado e adotando aparelhos dos anos 2000 para reduzir o tempo de tela. A tendência, destacada pelo Wall Street Journal, mostra que integrantes da geração Z buscam alternativas fora da hiperconectividade.
Lucy Jackson, 17 anos, é um dos exemplos. A estudante substituiu o smartphone por um celular simples, utiliza mapas de papel para se locomover e liga para táxis em vez de recorrer a aplicativos. “Aprecio mais as coisas que não posso acessar facilmente”, afirmou.
No mesmo movimento, Tumasi Agyapong, 26 anos, de Chicago, passou a colecionar câmeras digitais há cerca de dois anos. Ela já possui aproximadamente 15 modelos e diz que a escolha ajuda a se “desintoxicar” do celular.
Dispositivos do passado ganham novo fôlego
Além de celulares flip e câmeras digitais, itens como CDs, tocadores de CD Bluetooth e discos de vinil voltaram ao cotidiano de parte dessa geração. No TikTok, vídeos que exaltam esses aparelhos acumulam visualizações e reforçam o clima de nostalgia.
O setor musical acompanha esse retorno ao físico. Artistas como Taylor Swift, Sabrina Carpenter e Laufey alimentam o crescimento das vendas de mídias tangíveis, enquanto plataformas como o aplicativo Dissonant apostam na entrega de CDs pelo correio.
Imagem: Kritsana Laroque
Pesquisa aponta desejo de desconexão
Levantamento da Harris Poll indica que 80% dos jovens reconhecem depender demais da tecnologia, e 60% gostariam de viver em um período anterior à era da conectividade constante. Para muitos, a motivação principal é retomar o controle da rotina e reduzir distrações.
A busca por foco, autenticidade e uma vida mais lenta faz com que objetos antes considerados ultrapassados se transformem em símbolos de resistência ao excesso de telas.
Com informações de WizyThec

