Gatos domésticos e ferais (Felis catus) são responsáveis pela morte de 1,3 a 4 bilhões de pássaros anualmente apenas nos Estados Unidos, segundo levantamento publicado na revista Nature Communications. O estudo indica que esses felinos consomem mais de 2 mil espécies, abrangendo cerca de 9 % de todas as aves e 6 % dos mamíferos do planeta — dos quais quase 17 % aparecem em listas de conservação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Instinto ancestral permanece ativo
Embora convivam com humanos há milhares de anos, gatos mantêm comportamentos herdados de antepassados selvagens. Mesmo bem-alimentados, caçam por reflexo, não por necessidade. Silenciosos, velozes e dotados de visão aguçada para detectar movimentos mínimos, eles capturam presas típicas, como pássaros, insetos e pequenos mamíferos.
Superpredadores introduzidos
Especialistas citados pelo The Conversation e repercutidos pela BBC classificam os gatos como “superpredadores introduzidos”. Adaptáveis, eles ocupam o topo da cadeia alimentar em ambientes urbanos e rurais onde não existiam predadores terrestres semelhantes, gerando desequilíbrio especialmente em ilhas ou regiões isoladas.
Impacto global na biodiversidade
A presença dos felinos se estende a praticamente todos os continentes, fator que amplia o alcance do problema. Por caçarem mesmo sem fome, o efeito sobre a fauna local é considerado desproporcional, com severas consequências para espécies já vulneráveis.
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O estudo conclui que o controle do acesso de gatos às ruas é uma das principais medidas recomendadas por pesquisadores para reduzir a pressão sobre a avifauna e outros animais silvestres.
Com informações de WizyThec

