O sucesso de jogo e série The Last of Us apoia sua trama no Cordyceps, fungo real que habita florestas tropicais e parasita insetos. Diferentemente da ficção, especialistas afirmam que o organismo não oferece risco imediato às pessoas.
Como o fungo invade e domina o hospedeiro
De acordo com estudo citado pela National Geographic, esporos microscópicos penetram o exoesqueleto de formigas e outros artrópodes. Após a infiltração, fibras fúngicas envolvem a musculatura do animal, obrigando-o a caminhar até pontos com temperatura e umidade ideais para a reprodução do parasita.
No estágio final, o inseto morre preso a uma folha ou galho. Um talo brota da cabeça do hospedeiro e libera novos esporos no ambiente, reiniciando o ciclo.
Ophiocordyceps unilateralis: formigas-zumbis
Dentre milhares de variações do gênero, o Ophiocordyceps unilateralis é o mais conhecido por transformar formigas em “zumbis”. O processo inclui:
- abandono imediato da colônia para evitar detecção;
- escalada de vegetação em busca de altura adequada;
- mordida final na folha, que fixa o corpo até a liberação dos esporos.
Ficção versus realidade
No enredo de The Last of Us, humanos são contaminados por mordidas, arranhões ou esporos, tornando-se criaturas agressivas. Na natureza, o Cordyceps restringe-se a insetos e aracnídeos. A maioria desses fungos não sobrevive a temperaturas superiores a 30 °C, barreira que torna o corpo humano hostil ao parasita.
Imagem: inteligência artificial
Cientistas estimam que a adaptação necessária para superar essa defesa exigiria milhões de anos de evolução, o que torna improvável qualquer cenário de infecção humana no futuro próximo.
Com informações de WizyThec

