A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que aproximadamente 1,1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos podem desenvolver perda auditiva permanente em razão da exposição prolongada a sons intensos, sobretudo por meio de fones de ouvido.
Volume crítico
Segundo a entidade, níveis sonoros acima de 85 decibéis — patamar facilmente atingido quando o dispositivo está próximo do volume máximo — danificam progressivamente as células auditivas. Como essas estruturas não se regeneram, o prejuízo é cumulativo e irreversível.
Estudos citados pela OMS indicam que o impacto não se limita à audição. A exposição constante a sons altos pode provocar fadiga sonora e exigir esforço extra do cérebro para processar os estímulos, comprometendo memória, atenção e desempenho cognitivo.
Orientações para uso seguro
Especialistas recomendam que o usuário não abandone os fones, mas adote práticas seguras. As principais medidas são:
- Regra 60/60: limitar o volume a até 60% da capacidade do aparelho por, no máximo, 60 minutos contínuos;
- Fazer pausas de 5 a 10 minutos após cada hora de uso para recuperar a sensibilidade auditiva;
- Optar por fones com cancelamento ou isolamento de ruído, permitindo escutar conteúdos em volumes mais baixos;
- Evitar usar fones apenas para abafar ruídos externos por longos períodos.
Consequências a longo prazo
A perda auditiva induzida por ruído pode se manifestar gradualmente, muitas vezes percebida somente anos depois. Além de zumbidos e dificuldade para entender fala em ambientes ruidosos, prejuízos na clareza mental afetam produtividade, aprendizado e qualidade de vida.
Imagem: inteligência artificial
A OMS reforça que pequenas mudanças, como reduzir o volume e fazer intervalos regulares, são suficientes para diminuir significativamente o risco. Adotar essas medidas garante que o usuário continue aproveitando músicas, podcasts e chamadas de forma segura, preservando audição e desempenho cognitivo no longo prazo.
Com informações de WizyThec

