O FBI emitiu um alerta nacional sobre uma modalidade de fraude que utiliza imagens editadas extraídas de redes sociais para convencer familiares de que um parente foi sequestrado. Segundo a agência, as fotos e vídeos enviados pelos golpistas parecem autênticos, mas contêm detalhes que não coincidem com registros reais, como proporções corporais incorretas ou ausência de tatuagens e cicatrizes.
A prática se assemelha ao “golpe de emergência”, responsável por prejuízo estimado em US$ 2,7 milhões (cerca de R$ 14,6 milhões) a vítimas nos Estados Unidos no ano passado. Nessa versão, criminosos fazem ligações ou enviam mensagens de texto, afirmando manter um ente querido em cativeiro e exigindo pagamento imediato de resgate.
Como o golpe é aplicado
De acordo com o FBI, o contato inicial costuma ocorrer por SMS. Na sequência, o suposto sequestrador encaminha a foto ou o vídeo manipulado e reforça a ameaça de violência caso o dinheiro não seja transferido rapidamente. Em alguns casos, as imagens são enviadas com temporizador, limitando o tempo de visualização e dificultando a verificação da falsificação.
Orientações da agência
Para reduzir riscos, o FBI recomenda:
Imagem: napg rattanaraktiya
- Tentar falar diretamente com o parente antes de qualquer pagamento;
- Evitar divulgar informações pessoais de pessoas desaparecidas em redes públicas;
- Não compartilhar detalhes pessoais com desconhecidos durante viagens;
- Adotar uma palavra-código entre familiares para confirmar situações de emergência;
- Capturar telas ou salvar fotos recebidas como eventual prova;
- Questionar a lógica das exigências e do suposto sequestro antes de agir.
Casos suspeitos podem ser denunciados ao Centro de Denúncias de Crimes na Internet do FBI (IC3), pelo site ic3.gov. A agência solicita que sejam enviados números de telefone, comprovantes de pagamento, mensagens de texto, áudios e imagens utilizadas no golpe.
Com informações de WizyThec

