Falhas técnicas a bordo de aeronaves ocorrem com mais frequência do que o passageiro imagina, mas, na maioria dos casos, são contornadas com procedimentos padronizados e redundâncias projetadas pelos fabricantes. O alerta é do professor Guido Carim Junior, especialista em aviação da Griffith University, na Austrália.
Pressurização da cabine
O sistema de pressurização mantém temperatura e pressão ideais dentro do avião. Se apresenta defeito, os pilotos descem rapidamente e de forma controlada para cerca de 10 mil pés, altitude em que a tripulação e os passageiros conseguem respirar normalmente, e seguem para o aeroporto mais próximo.
Falhas de motor
Quando um motor indica problema, alarmes na cabine avisam a tripulação, que identifica o lado afetado, desliga o equipamento e reduz altitude para um nível seguro. Dependendo da gravidade, o voo é desviado para pouso imediato.
Sistema hidráulico
Problemas hidráulicos podem limitar o movimento de superfícies de comando, flaps ou trem de pouso. As tripulações recorrem a listas de verificação específicas, ajustam velocidade, distância e configuração de pouso, garantindo a chegada ao solo com segurança.
Trem de pouso
Defeitos no trem de pouso obrigam os pilotos a optar pela pista mais longa disponível ou, em situações extremas, a realizar um pouso de “barriga”. Antes da aproximação, todos a bordo recebem instruções para o impacto controlado.
Imagem: muratart
Segundo Carim Junior, cada falha aciona uma cadeia de defesa que envolve treinamento intensivo, listas de verificação e sistemas redundantes, fatores que explicam por que eventos técnicos raramente resultam em acidentes graves.
Com informações de WizyThec

