Uma vulnerabilidade identificada há oito anos no Windows continua sem correção e vem sendo explorada em ataques contra alvos na Europa. Catalogada como CVE-2025-9491, a falha envolve o processamento de arquivos LNK (atalhos do sistema) e permite que invasores executem código malicioso assim que a vítima abre o arquivo.
Alvos e abrangência
De acordo com especialistas da Arctic Wolf, campanhas recentes atingiram diplomatas e órgãos oficiais na Bélgica, Holanda, Itália, Hungria e Sérvia no fim de 2024. Os ataques, geralmente distribuídos por e-mails de phishing, instalam um trojan capaz de assumir o controle total do dispositivo comprometido.
Método de ataque
O golpe ocorre em três etapas:
1. O invasor envia um arquivo LNK disfarçado de documento legítimo.
2. Ao abrir o atalho, comandos ocultos são executados sem que o usuário perceba.
3. O sistema é tomado remotamente, possibilitando espionagem, roubo de dados ou instalação de outros malwares.
Histórico do problema
A falha foi relatada à Microsoft em 2017 por meio do programa de recompensas Trend ZDI. Relatórios anteriores apontam que grupos ligados a China, Irã, Coreia do Norte e Rússia já exploraram o mesmo mecanismo para disseminar ameaças similares. Até o momento, a empresa não divulgou previsão de correção nem comentou as razões do atraso.
Imagem: Framalicious
Recomendações
Enquanto não há patch oficial, especialistas orientam:
• Bloquear a execução de arquivos LNK provenientes de fontes desconhecidas;
• Manter soluções de segurança atualizadas;
• Desconfiar de anexos e verificar a procedência de e-mails antes de abrir qualquer documento.
Administradores de rede também são aconselhados a reforçar políticas de filtragem de anexos e monitorar atividades suspeitas nos computadores corporativos.
Com informações de WizyThec

