Uma interrupção de grandes proporções na Amazon Web Services (AWS) deixou fora do ar parte significativa da internet na segunda-feira, 20 de outubro. Analistas estimam prejuízos de bilhões de dólares e apontam o episódio como o pior desde a pane da CrowdStrike, registrada no ano passado.
Mais de 28 serviços afetados
De acordo com a AWS, mais de 28 serviços sofreram instabilidade. Aplicativos populares como Snapchat, Signal e Reddit, além do jogo Fortnite, ficaram inacessíveis. No Brasil, iFood e Mercado Livre estiveram entre as plataformas mais impactadas.
Companhias aéreas, bancos e outras instituições financeiras também relataram atrasos e paralisações. Até produtos da própria Amazon – e-commerce, assistente Alexa e Prime Video – foram atingidos. Segundo a CNN, milhões de empresas não conseguiram autenticar funcionários nem processar pagamentos durante a falha.
Origem do problema
A Reuters informou que a pane começou em um dos data centers mais antigos e volumosos da AWS nos Estados Unidos, considerado região-padrão de diversos serviços. Esse mesmo local já havia registrado interrupções em 2020 e 2021.
Os primeiros sinais apareceram como aumento na taxa de erros e lentidão em sistemas ligados ao banco de dados em nuvem DynamoDB. Engenheiros identificaram uma falha no Sistema de Nomes de Domínio (DNS) e aplicaram correção, mas o problema se espalhou e manteve mais de duas dezenas de serviços fora do ar por horas.
No pico da crise, o site Downdetector contabilizou mais de oito milhões de reclamações em todo o mundo.
Imagem: Reprodução
Consequências financeiras e reação do mercado
Para Mehdi Daoudi, CEO da empresa de monitoramento digital Catchpoint, a perda de produtividade e a paralisação de operações podem alcançar “centenas de bilhões de dólares”. O professor Ken Birman, da Universidade Cornell, avaliou que o incidente reforça a necessidade de sistemas com maior tolerância a falhas.
Empresas, especialmente do setor financeiro, já consideram adotar uma estratégia multi-cloud, distribuindo cargas de trabalho entre AWS, Microsoft Azure e Google Cloud para reduzir riscos semelhantes no futuro.
Com informações de WizyThec

